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Cuba e Portugal comemoram 92 anos de relações diplomáticas
O embaixador de Cuba em Portugal, Eduardo González Lerner, afirmou aqui que as relações diplomáticas entre ambos países, estabelecidas em 1919, gozam de boa saúde e defendeu sua consolidação em todos os âmbitos.
Fonte
Prensa Latina
Data
O embaixador de Cuba em Portugal, Eduardo González Lerner, afirmou aqui que as relações diplomáticas entre ambos países, estabelecidas em 1919, gozam de boa saúde e defendeu sua consolidação em todos os âmbitos.
Há razões de sobra para comemorar a existência desses laços, destacou ontem à noite o diplomata durante um ato na Casa da América Latina de Lisboa pelos 92 anos de vínculos ininterruptos, que se cumprem na próxima sexta-feira.
No dia 6 de maio de 1919 Cuba e Portugal estabeleceram relações diplomáticas, ainda que segundo dados de suas respectivas chancelarias, estes já existiam de maneira formal desde 1902.
No entanto, foi a partir da Revolução dos Cravos, de 25 de abril de 1974, que se pôs fim a décadas de ditadura nesta nação europeia, quando Havana e Lisboa incrementaram seus intercâmbios nas mais diversas esferas e os elevaram a nível de embaixadores.
González Lerner qualificou de franco, aberto e de mútuo respeito o diálogo entre os dois governos e assinalou que como ibero-americanos, tanto Portugal como Espanha constituem a ponte ideal para os vínculos da ilha caribenha com o resto da Europa.
Nessa linha destacou o apoio entusiasta do Instituto para o Desenvolvimento da América Latina à promoção recíproca de investimentos e comércio, ao conhecimento mútuo das realidades dos dois países e às possibilidades de cada um.
Indicou, também, que a contribuição da Agência para o Investimento e o Comércio Exterior de Portugal tem permitido à maior das Antilhas se aproximar do empresariado luso para divulgar as facilidades de investimento estrangeiro e aumentar os negócios.
O chefe da delegação de Havana nesta capital também elogiou o trabalho realizado pela organização não governamental OIKOS, com uma representação permanente em Cuba, em particular sua contribuição no desenvolvimento de obras sociais.
Avaliou que a Assembleia da República (Parlamento) tem constituído outra ponte de união através do grupo parlamentar de amizade com a nação antilhana, enquanto um grande número de Assembleias Municipais mantêm estreitos vínculos com seus homólogos cubanos.
Nessa inquebrantável unidade entre os dois povos, o embaixador enalteceu as mostras de solidariedade da Associação de Amizade Portugal-Cuba, da Associação Cultural José Martí, de PortocomCuba e do Comitê Português para a Libertação dos Cinco Cubanos presos nos Estados Unidos.
Tudo isto, resumiu, tem contribuído para que exista uma harmoniosa relação bilateral, para que nossos povos se conheçam melhor e nos acompanhemos com otimismo ante as adversidades e em momentos difíceis.
Como parte deste 92 aniversário, Cuba e Portugal iniciaram no último sábado um extenso programa de atividades dirigido a promover a cultura e a amizade.
Batizadas como Jornadas Luso-Cubanas, a celebração se inscreve, também, nos 500 anos da fundação de Baracoa, vila mais antiga da nação caribenha, onde permanece o laço histórico e cultural mais remoto entre ambos países.
Há razões de sobra para comemorar a existência desses laços, destacou ontem à noite o diplomata durante um ato na Casa da América Latina de Lisboa pelos 92 anos de vínculos ininterruptos, que se cumprem na próxima sexta-feira.
No dia 6 de maio de 1919 Cuba e Portugal estabeleceram relações diplomáticas, ainda que segundo dados de suas respectivas chancelarias, estes já existiam de maneira formal desde 1902.
No entanto, foi a partir da Revolução dos Cravos, de 25 de abril de 1974, que se pôs fim a décadas de ditadura nesta nação europeia, quando Havana e Lisboa incrementaram seus intercâmbios nas mais diversas esferas e os elevaram a nível de embaixadores.
González Lerner qualificou de franco, aberto e de mútuo respeito o diálogo entre os dois governos e assinalou que como ibero-americanos, tanto Portugal como Espanha constituem a ponte ideal para os vínculos da ilha caribenha com o resto da Europa.
Nessa linha destacou o apoio entusiasta do Instituto para o Desenvolvimento da América Latina à promoção recíproca de investimentos e comércio, ao conhecimento mútuo das realidades dos dois países e às possibilidades de cada um.
Indicou, também, que a contribuição da Agência para o Investimento e o Comércio Exterior de Portugal tem permitido à maior das Antilhas se aproximar do empresariado luso para divulgar as facilidades de investimento estrangeiro e aumentar os negócios.
O chefe da delegação de Havana nesta capital também elogiou o trabalho realizado pela organização não governamental OIKOS, com uma representação permanente em Cuba, em particular sua contribuição no desenvolvimento de obras sociais.
Avaliou que a Assembleia da República (Parlamento) tem constituído outra ponte de união através do grupo parlamentar de amizade com a nação antilhana, enquanto um grande número de Assembleias Municipais mantêm estreitos vínculos com seus homólogos cubanos.
Nessa inquebrantável unidade entre os dois povos, o embaixador enalteceu as mostras de solidariedade da Associação de Amizade Portugal-Cuba, da Associação Cultural José Martí, de PortocomCuba e do Comitê Português para a Libertação dos Cinco Cubanos presos nos Estados Unidos.
Tudo isto, resumiu, tem contribuído para que exista uma harmoniosa relação bilateral, para que nossos povos se conheçam melhor e nos acompanhemos com otimismo ante as adversidades e em momentos difíceis.
Como parte deste 92 aniversário, Cuba e Portugal iniciaram no último sábado um extenso programa de atividades dirigido a promover a cultura e a amizade.
Batizadas como Jornadas Luso-Cubanas, a celebração se inscreve, também, nos 500 anos da fundação de Baracoa, vila mais antiga da nação caribenha, onde permanece o laço histórico e cultural mais remoto entre ambos países.
