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Raúl reitera disposição de Cuba a dialogar com os E.U. desde posturas de igualdade
Cuba agradece o apoio à luta contra o bloqueio da Cúpula Extraordinária da ALBA e reitera a disposição a dialogar com os Estados Unidos em igualdade de condições, afirmou Raúl Castro, presidente cubano, durante o evento que encerrou suas portas na cidade venezuelana de Cumaná.
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ACN
التاريخ
Cuba agradece o apoio à luta contra o bloqueio da Cúpula Extraordinária da ALBA e reitera a disposição a dialogar com os Estados Unidos em igualdade de condições, afirmou Raúl Castro, presidente cubano, durante o evento que encerrou suas portas na cidade venezuelana de Cumaná.
Raúl Castro recordou que praticamente todo o planeta, a exceção dos Estados Unidos e seu aliado Israel mais algum outro país, condena o bloqueio imposto desde faz quase meio século.
Ao mesmo tempo ratificou a disposição de negociar qualquer tema com os Estados Unidos, mas em igualdade de condições e sobre a base do respeito ao direito de autodeterminação do povo de Cuba.
Outro assunto que pode ser discutido, segundo Raúl, é o dos ‘presos políticos’ (desde a perspectiva estadunidense, contra-revolucionários da cubana).
Se quiserem a liberdade dos presos, entre os quais se encontram terroristas confessos, soltem os nossos cinco heróis que guardam prisão por lutarem contra o terrorismo e defenderem o povo cubano e nós enviamos para lá esses chamados dissidentes e suas famílias.
Por outra parte, o líder cubano criticou com ênfase as ações da Organização de Estados Americanos (OEA) contra a ilha, em respaldo à hostilidade e agressões dos Estados Unidos.
A OEA transpira sangue desde sua própria criação, Cuba é exemplo e há muitos mais, expressou o presidente cubano que, além disso, recordou a invasão à Guatemala em 1954 provocada pela tentativa do presidente Jacobo Árbenz de distribuir terras entre indígenas e precisados.
Raúl recordou que em 16 de abril de 1961 foram bombardeadas bases aéreas de Cuba, como parte de uma agressão militar organizada desde os próprios Estados Unidos, quando ainda não se mencionara sequer a palavra socialismo.
Só na despedida do duelo das vítimas dos bombardeios foi quando Fidel Castro proclamou o socialismo e o povo em massa manifestou sua disposição a dar seu sangue e derrocar a agressão.
De acordo com Raúl com a invasão de Baía dos Porcos ou Playa Girón se pretendia estabelecer uma cabeça de praia para que depois a OEA reconhecesse um governo fantoche instalado na Flórida e se produzisse a invasão estadunidense.
Explicou que nessa ocasião aviões estadunidenses sobrevoaram a zona de combates, ainda que não participaram, e a três milhas da costa tinha uma frota militar desse país.
Essa, disse, foi a razão pela qual não tinham expulsado a Cuba da OEA, pois queriam reconhecer o governo fantoche que pediria ajuda à organização e essas forças norte-americanas tivessem entrado.
No entanto, afirmou, em janeiro de 1962 os Estados Unidos romperam relações com Cuba e só dias depois a OEA expulsou a ilha porque estavam planejando desta vez uma invasão, mas dos norte-americanos.
O que impediu essa invasão – agregou – foram os foguetes soviéticos em Cuba, fato demonstrado com documentos desclassificados.
Previamente o presidente cubano reafirmou a negativa de seu país a reingressar na OEA, como tinha expressado na Cúpula do Grupo de Rio em Sauípe, Brasil.
Raúl Castro recordou que praticamente todo o planeta, a exceção dos Estados Unidos e seu aliado Israel mais algum outro país, condena o bloqueio imposto desde faz quase meio século.
Ao mesmo tempo ratificou a disposição de negociar qualquer tema com os Estados Unidos, mas em igualdade de condições e sobre a base do respeito ao direito de autodeterminação do povo de Cuba.
Outro assunto que pode ser discutido, segundo Raúl, é o dos ‘presos políticos’ (desde a perspectiva estadunidense, contra-revolucionários da cubana).
Se quiserem a liberdade dos presos, entre os quais se encontram terroristas confessos, soltem os nossos cinco heróis que guardam prisão por lutarem contra o terrorismo e defenderem o povo cubano e nós enviamos para lá esses chamados dissidentes e suas famílias.
Por outra parte, o líder cubano criticou com ênfase as ações da Organização de Estados Americanos (OEA) contra a ilha, em respaldo à hostilidade e agressões dos Estados Unidos.
A OEA transpira sangue desde sua própria criação, Cuba é exemplo e há muitos mais, expressou o presidente cubano que, além disso, recordou a invasão à Guatemala em 1954 provocada pela tentativa do presidente Jacobo Árbenz de distribuir terras entre indígenas e precisados.
Raúl recordou que em 16 de abril de 1961 foram bombardeadas bases aéreas de Cuba, como parte de uma agressão militar organizada desde os próprios Estados Unidos, quando ainda não se mencionara sequer a palavra socialismo.
Só na despedida do duelo das vítimas dos bombardeios foi quando Fidel Castro proclamou o socialismo e o povo em massa manifestou sua disposição a dar seu sangue e derrocar a agressão.
De acordo com Raúl com a invasão de Baía dos Porcos ou Playa Girón se pretendia estabelecer uma cabeça de praia para que depois a OEA reconhecesse um governo fantoche instalado na Flórida e se produzisse a invasão estadunidense.
Explicou que nessa ocasião aviões estadunidenses sobrevoaram a zona de combates, ainda que não participaram, e a três milhas da costa tinha uma frota militar desse país.
Essa, disse, foi a razão pela qual não tinham expulsado a Cuba da OEA, pois queriam reconhecer o governo fantoche que pediria ajuda à organização e essas forças norte-americanas tivessem entrado.
No entanto, afirmou, em janeiro de 1962 os Estados Unidos romperam relações com Cuba e só dias depois a OEA expulsou a ilha porque estavam planejando desta vez uma invasão, mas dos norte-americanos.
O que impediu essa invasão – agregou – foram os foguetes soviéticos em Cuba, fato demonstrado com documentos desclassificados.
Previamente o presidente cubano reafirmou a negativa de seu país a reingressar na OEA, como tinha expressado na Cúpula do Grupo de Rio em Sauípe, Brasil.
