Debate sobre avanços femininos fechará foro internacional em Cuba
O espaço das mulheres nos meios, sua participação na sociedade e as formas de violência contra elas serão temas principais do último dia do IX Encontro Ibero-americano de Gênero e Comunicação. O encontro acolhe aqui representantes de Cuba, Venezuela, México, Colômbia, Espanha e França, e nela os participantes trocaram experiências acumuladas em seus países e maneiras comuns de fazer.
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Prensa Latina
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O espaço das mulheres nos meios, sua participação na sociedade e as formas de violência contra elas serão temas principais do último dia do IX Encontro Ibero-americano de Gênero e Comunicação. O encontro acolhe aqui representantes de Cuba, Venezuela, México, Colômbia, Espanha e França, e nela os participantes trocaram experiências acumuladas em seus países e maneiras comuns de fazer.

De acordo com o programa, para o fechamento deste evento, cuja primeira edição aconteceu em 1993, sobressai a conferência La rádio em Cienfuegos: presença da mulher jornalista no exercício da opinião, do cubano Ramón Lobaina.

Também chamam a atenção Mirada ao mundo interior na relação homem/mulher no contexto de Motivos de Son, da francesa Inés Rauch, e Os rostos femininos da Revolução Bolivariana, da venezuelana Yipsi Gastello.

Entre os produtos comunicativos que serão exibidos hoje estão Jornalistas: mulheres e conflitos na mediterrânea, da espanhola Ana María Gusi, e Masculinidades, meios de comunicação e educação para a paz, do cubano Julio César González.

Um chamado ao perfeicionamento das práticas para abordar o HIV/Sida nos meios distinguiu ontem o mencionado encontro, de caráter bienal.

Os participantes opinaram e promoveram alternativas para o tratamento de "um tema muito sensível que precisa a cada vez mais o esforço e o entendimento de todos".

O HIV/Sida mata, mas também te liberta de muitos empecilhos, assumes novas responsabilidades contigo e com os que te rodeiam, e sentes que não tens dívidas na vida, refletiu o jornalista cubano Francisco Rodríguez.

Sua conterrânea Lirians Gordillo, do Centro Nacional de Educação Sexual, recomendou fazer um manejo das emoções como se deve com a doença, e demonstrar os exageros ou as más interpretações dos problemas.

Para o mexicano Francisco Muñoz o desafio dos comunicadores é abordar sem obstáculos este tema e chegar realmente com as mensagens propostas às diferentes audiências.

Exemplificou que em seu país a doença tem tido o rosto de mulher, algo evidente anteriormente ao associar somente o padecimento aos homens ou homossexuais masculinos.