Método cubano de ensino estendido por toda a capital angolana
O método cubano de ensino Yo, sí puedo (Sim, eu posso) se registra estendido hoje por toda esta capital, como trabalho de socialização que contribui à formação integral dos angolanos e contribui para aprender a pensar.
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Granma Internacional
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O método cubano de ensino Yo, sí puedo (Sim, eu posso) se registra estendido hoje por toda esta capital, como trabalho de socialização que contribui à formação integral dos angolanos e contribui para aprender a pensar.

"O programa abarca já toda Luanda. Dispomos de todos os recursos materiais e humanos para conduzir a campanha com muito bons resultados na primeira e segunda fases", declarou a Prensa Latina a assessora cubana Mercedes Fernández Oramas, coordenadora provincial do adestramento.

Destacou a oportunidade de contar agora no território com 60 painéis solares para garantir, principalmente em zonas rurais como Icolo e Bengo, Kissama e Belas, o funcionamento de televisores e vídeos naqueles locais onde falta eletricidade.

Recordou que o procedimento foi aplicado pela primeira vez em 2008 com 10 assessores cubanos, quatro pertencentes a Luanda, uma das regiões eleitas para cumprir a etapa piloto junto a Huambo, Bie e Benguela.

Nesse momento existiam somente 20 pontos de alfabetização na cidade, com uma matrícula de 600 alunos. "Assentaram-se as bases para o sucesso que atualmente desfrutamos", referiu a colaboradora.

Assinalou que em 2012 começou a etapa de generalização do modelo no país com nove províncias, pois às quatro primeiras se uniram Bengo, Huila, Cuanza Norte, Cuanza Sul e Moxico.

Fernández revelou que desde 2008 até a data pelo método da ilha foram alfabetizados 285.693 angolanos em Luanda, onde atualmente temos 82.740 estudantes em sala, que "logicamente nem todos se graduarão".

Temos duas fases, isto é, de sete semanas ampliou-se o trabalho a quatro meses, o que aumenta a possibilidade de trabalhar com aqueles estudantes que interrompem, e assim não apartá-los do sistema, detalhou.

Fez referência ainda que há quase um ano o Quartel Militar de Reparos (OGR) se converteu na primeira localidade em Angola a se declarar livre de analfabetismo.

Elogiou o apoio do programa alfabetizador, que já se aplica nas 18 províncias do país, de instituições como a Organização da Mulher Angolana, igrejas, as Forças Armadas, entidades escolares e públicas, entre outras.

Mais de oito milhões de pessoas de mais de 30 países beneficiaram-se do método cubano de ensino Yo, sí puedo, que em 2006 recebeu o Prêmio Sejong, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).