ONU pronta para vigésima condenação contra bloqueio a Cuba
Pelo vigésimo ano consecutivo, a Assembleia Geral das Nações Unidas emitirá hoje uma nova condenação ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos contra Cuba há quase meio século.
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Prensa Latina
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Pelo vigésimo ano consecutivo, a Assembleia Geral das Nações Unidas emitirá hoje uma nova condenação ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos contra Cuba há quase meio século.

Na presença do chanceler cubano, Bruno Rodríguez, o máximo fórum mundial votará nesta terça-feira outra resolução sobre a "Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba".

Esse é o título de um relatório apresentado pela ilha caribenha, no qual são detalhados os danos sofridos por seu povo devido ao cerco norte-americano e que ascendem a uma quantia de 975 bilhões de dólares.

O texto sustenta que as medidas estadunidenses persistem e se intensificam apesar da crescente e categórica demanda da comunidade internacional para sua eliminação.

No ano passado e no mesmo plenário da ONU, 187 países voltaram a condenar o bloqueio, frente aos únicos votos negativos dos Estados Unidos e Israel e as abstenções de Ilhas Marshall, Micronésia e Palau.

Essas votações começaram em 24 novembro de 1992, quando a sessão ordinária 47 da Assembleia aprovou por 59 votos a favor, três contra e 71 abstenções a primeira resolução nesse sentido.

Há um mês, meia centena de governantes do todo o mundo pediram, no palanque da Assembleia Geral da ONU, o fim do bloqueio de Washington contra Cuba.

Nessa ocasião, o ministro cubano de Relações Exteriores denunciou a intensificação do bloqueio e das tentativas de subverter a ordem constitucional elegida livremente pelos cubanos.

Ao mesmo tempo, reiterou a disposição e interesse do governo de Cuba em avançar para a normalização de relações com os Estados Unidos e a proposta de iniciar um diálogo dirigido à solução dos problemas bilaterais.

Nesse sentido, mencionou os assuntos humanitários e ratificou a oferta de negociar acordos de cooperação contra o narcotráfico, o terrorismo, o tráfico de pessoas, os desastres naturais e a proteção do meio ambiente.

Esta será a terceira condenação da ONU desde a chegada do atual presidente, Barack Obama, à presidência estadunidense.