FARC-EP comprazida com cúpula guerrilhera
A delegação das FARC-EP à mesa de conversas afirmou hoje aqui estar comprazida pela cúpula com o Exército de Libertação Nacional (ELN) e o interesse desse grupo de somar ao processo de paz colombiano.
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Prensa Latina
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A delegação das FARC-EP à mesa de conversas afirmou hoje aqui estar comprazida pela cúpula com o Exército de Libertação Nacional (ELN) e o interesse desse grupo de somar ao processo de paz colombiano.

Pablo Catatumbo, delegado às pláticas pelas Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP), declarou que a guerrilha "compartilha a alegria de todos os revolucionários" com o comunicado realizado em conjunto com o ELN.

Os máximos líderes das FARC-EP, Timoléon Jiménez, e do ELN, Nicolás Rodríguez, anunciaram a véspera em um comunicado conjunto a realização da reunião "em algum lugar das montanhas de Colômbia".

Segundo o documento, ambas organizações coincidiram na importância de "trabalhar pela unidade de todas as forças políticas e sociais empenhadas na realização de mudanças profundos na sociedade, sua economia, a política e a institucionalidade colombiana".

De igual forma, destacaram a importância que tem a paz com dignidade e justiça social para a nação e o continente, bem como o reconhecimento expresso de que qualquer solução ao conflito interno passa pela "inevitável necessidade" de iniciar conversas com toda a insurgência colombiana.

Para Catatumbo, com esta cúpula as FARC-EP e o ELN deixam atrás os "dolorosos malentendidos que tentaram gerar divisão na senda dos revolucionários".

O líder insurgente agregou que o encontro é "um chamado à unidade ampla de todas as organizações sociais e políticas na luta pela democracia verdadeira" e ratificou o compromisso com a paz e todas as iniciativas populares que em torno do tema se dão na nação sul-americana.

É motivo de satisfação para todos os que desejamos a paz no país, disse Catatumbo no Palácio das Convenções de Havana, sede dos diálogos com a administração do presidente Juan Manuel Santos desde que se instalou a mesa, em novembro passado.

No final de maio, as delegações das FARC-EP e o Governo chegaram a um primeiro acordo sobre o tema agrário. Neste momento as discussões giram em torno da participação política, segundo ponto da agenda do processo de paz.