Um novo ciclo de diálogo de paz que sustentam as partes em conflito na Colômbia iniciará hoje na capital cubana, segundo a agenda prevista.
No dia 9 se informou que as conversas serão retomadas nesta dia depois do anúncio de propostas para o reconhecimento político e de todos os direitos do campesinato nessa nação da América do Sul.
No encontro mais recente, Iván Márquez, chefe da delegação das FARC-EP nestas práticas, propôs uma autonomia política, administrativa, econômica, social, e também na administração de justiça.
É necessária a proteção de ecossistemas frágeis, bosques, biodiversidade e fontes de água para a sustentabilidade socioambiental e a soberania alimentar, disse Márquez em um comunicado.
Esse texto de 10 propostas expõe que deve existir financiamento estatal mediante transferências de origem constitucional e recursos do orçamento, além de dotar este segmento com meios de produção, assistência técnica, créditos e infraestrutura física e social.
Afirmou, também, a necessidade de reconhecer e fortalecer as zonas de reservas camponesas e criar as de produção de alimentos.
Também se solicita promover o processamento industrial, o encadeamento produtivo, a inserção do mercado nacional e internacional, sempre tendo em conta a proteção dos territórios camponeses.
A agenda lembrada pelas FARC-EP e o Governo para a aproximação inclui temas relativos à participação política, o problema do narcotráfico, a atenção às vítimas e os mecanismos de referendo e verificação do pactuado na mesa.
Na última semana, o chefe de equipe governamental colombiano nos diálogos pacifistas, Humberto da Calle, sustentou desde seu país que pela primeira vez existe uma autêntica oportunidade de finalizar o conflito armado iniciado há cinco décadas.
A vontade das partes para encontrar uma saída ao conflito armado colombiano especificou-se há quase três meses com o início dos debates em Havana.
