Celac: intensa agenda na ONU ao finalizar presidência cubana
A Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) defendeu nas Nações Unidas a inclusão social como um instrumento essencial para o desenvolvimento sustentável, postura fixada por Cuba em sua condição de presidente interino do bloco, condição que entrega hoje à Costa Rica.
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Prensa Latina
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A Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) defendeu nas Nações Unidas a inclusão social como um instrumento essencial para o desenvolvimento sustentável, postura fixada por Cuba em sua condição de presidente interino do bloco, condição que entrega hoje à Costa Rica.

Em nome da organização integracionista de 33 países, a ilha interviu nesta semana em diferentes segmentos da primeira sessão regular em 2014 da Junta Executiva do mecanismo Programa de Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)-Fundo de População (UNFPA)- Escritório de Serviços para Projetos (UNOPS).

O combate à pobreza e qualquer forma de discriminação, o empoderamento da mulher e a redução da desigualdade constituem prioridades da região por seu impacto no progresso, segundo manifestou aqui o encarregado de negócios a.i da Missão Permanente de Cuba na ONU, embaixador Oscar León.

No foro criado pela Assembleia Geral em 1993, o diplomata expôs os avanços e reptos da América Latina e as Caraíbas, bem como seu compromisso com os Objetivos do Milênio e a agenda de desenvolvimento global pós-2015.

León destacou que na região representada pela Celac, milhões de pessoas saíram da pobreza nos últimos anos e deram passos para a igualdade de gênero, a introdução nos programas de saúde da perspectiva dos direitos reprodutivos e a implementação de métodos anticonceptivos modernos.

Além disso, criaram-se iniciativas e mecanismos legais para enfrentar a violência contra as mulheres, destacou o servidor público, que mencionou a inequalidade existente na região como uma das brechas a superar.

Com respeito ao cenário global, a Comunidade fundada em dezembro de 2011 manifestou na Junta Executiva PNUD-UNFPA-UNOPS a necessidade de que se cumpram mandatos da Assembleia Geral sobre questões relevantes para o combate à pobreza e o estímulo ao desenvolvimento sustentável.

A respeito, León declarou dificuldades nos temas do desequilíbrio na composição dos recursos financeiros e do incremento no apoio à cooperação Sul-Sul e Triangular.

As sessões do mecanismo de Nações Unidas transcorrem de maneira paralela à celebração em Havana da II Cúpula da Celac, foro precisamente centrado na luta contra a pobreza e as desigualdades sociais.

Nesta quarta-feira, a reunião de chefes de Estado e de Governo latino-americanos e caribenhos conclui com a entrega da presidência interina do bloco integracionista pelo país anfitrião a Costa Rica, que a exercerá durante este ano.

Em um balanço oferecido à Prensa Latina sobre o gerenciamento de Cuba na ONU à frente da Celac, o representante permanente da ilha aqui, Rodolfo Reyes, expressou que foram promovidos em diferentes espaços o multilateralismo, a soberania dos povos e o apego ao direito internacional.

Esforçamos-nos por colocar à região como um ator importante no concerto mundial de nações e por constituir sua voz em temas essenciais para a comunidade mundial, declarou.

Cuba expôs a nome da Comunidade as posições dos latino-americanos e caribenhos em diversos foros e reuniões, nos 67 e 68 períodos de sessões da Assembleia Geral.

Reyes ressaltou em particular a defesa da paz, a integridade territorial, a não ingerência nos assuntos internos dos países, o desarmamento nuclear, o combate ao terrorismo, a proteção da infância, a rejeição à violência contra a mulher e ao maltrato aos migrantes, o impulso ao desenvolvimento sustentável e o reconhecimento aos direitos dos incapacitados.

Durante a presidência da ilha, a região buscou a aproximação a blocos e nações de outros continentes, disse.

Para a embaixadora permanente da Nicarágua na ONU, Cuba sobressai durante seu gerenciamento na presidência interina da Celac por seus esforços integracionistas, traduzidos "em abordar a partir da unidade os diferentes problemas que nos afetam".

A ilha deixou uma profunda impressão com seu trabalho à frente da organização, assegurou à Prensa Latina.