Cuba dedica congresso literário a Machado de Assis
Um imprescindível das letras brasileiras, Machado de Assis (1839-1908), será alvo do congresso que para o estudo e análise de sua obra – pouco conhecida na região latino-americana – convocou a Casa das Américas de Havana.
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ACN
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Um imprescindível das letras brasileiras, Machado de Assis (1839-1908), será alvo do congresso que para o estudo e análise de sua obra – pouco conhecida na região latino-americana – convocou a Casa das Américas de Havana.  
 
De acordo com a PL, uns 20 especialistas se reunirão na capital cubana, do 27 ao 29 de agosto, em ocasião do centenário de sua morte, para descobrir para o leitor hispânico um pouco da obra do poeta e narrador, entre cujos admiradores confessos figuram o português José Saramago e o mexicano Carlos Fontes.
 
Muitos serão os aspectos em debate. Entre eles, as múltiplas facetas do autor: como leitor, como escritor; seus antecedentes literários; referentes: as literaturas alemã, italiana e portuguesa. Contudo o interesse maior, segundo os organizadores, é explorar a influência do sistema literário hispano-americano em sua escritura, bem como o impacto dela em seu posterior desenvolvimento.
 
As investigações nessa direção são escassos e apenas há notícias de estudos sérios sobre os possíveis diálogos do autor com seus pares ibero-americanos ou a repercussão de sua obra nesta área do mundo.
 
O temário é incitante: Machado de Assis como leitor e, a sua vez, os leitores de Machado; sua produção poética, seus contos, suas incursões no romance, a crônica, a dramaturgia e a crítica, entre outros.
 
Narrador notável escreveu em seus inícios novelas populares, mas seu estilo evoluiu para finais do século XIX, quando seus textos adquiriram um forte matiz cético e irônico.
 
A Casa das Américas, tão cedo como em 1963, quatro anos depois de ser fundada, publicou um livro básico em sua literatura como Memórias póstumas de Brás Cubas.