Termina prazo nos EUA para evitar que Cuba saia de lista negra
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Prensa Latina
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O Congresso estadunidense tem até hoje para se pronunciar a respeito da exclusão de Cuba da lista do Departamento de Estado sobre supostos países patrocinadores do terrorismo internacional.
 
Nesta sexta-feira, vencerá o prazo de 45 dias estipulado para que os legisladores - particularmente os que estão contra a aproximação iniciada em dezembro passado entre Washington e Havana - se pronunciem a respeito da decisão notificada em 14 de abril pelo presidente Barack Obama.
 
A verdade é que uma iniciativa com apoio bicameral de última hora parece improvável, já que os congressistas se encontram de férias esta semana e teriam que se mobilizar antes da meia-noite de hoje.
 
Mas já no final de abril, a ala mais anti-cubana do Congresso tinha aceitado que não existia uma margem de manobra razoável para se opor a este passo do Executivo, que tem avançado para a restauração de vínculos diplomáticos com a ilha e a reabertura de embaixadas em ambas capitais.
 
As autoridades cubanas enfatizaram - em três rodadas de diálogos oficiais e outros contatos - a importância da saída de seu país dessa lista de nações supostamente patrocinadoras do terrorismo, ainda que não estabeleceram este como um pré-requisito para avançar com as conversas bilaterais.
 
Poucos dias depois de Obama ter informado sobre a exclusão de Cuba dessa "lista negra" - na qual permanecia desde 1982 -, a legisladora Ileana Ros-Lehtinen, uma fervente defensora da política anti-cubana em Washington, reconheceu em entrevista à revista Foreign Policy: "Não podemos desfazer isso".
 
Sua frustração, por falta de capital político nos corredores do Capitólio, coincidia com 59% de apoio da cidadania à decisão do Executivo, segundo uma pesquisa publicada pela CNN/ORC.
 
A Chancelaria cubana considerou justa a decisão do governo dos Estados Unidos de eliminar a ilha de uma lista na qual argumenta nunca deveria ter sido incluída.
 
Além disso, lembrou que esse país caribenho foi vítima de centenas de atos terroristas que custaram a vida de 3.478 pessoas e deixaram 2.099 incapacitadas.
 
Da mesma maneira, Havana reafirmou que recusa e condena os atos de terrorismo em todas suas formas e manifestações, bem como qualquer ação que tenha o objetivo de promover, apoiar, financiar ou encobrir atividades desse tipo.
 
Poucos dias antes da notificação de Obama ao Congresso, o chefe da Casa Branca e seu homólogo cubano, Raúl Castro, tiveram um histórico - por inédito - encontro no contexto da VII Cúpula das Américas, no Panamá.