Reivindicam obra de José Soler Puig em feira do livro em Cuba
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Prensa Latina
التاريخ

Com colóquios e fóruns literários, os organizadores da XXV Feira Internacional do Livro em Cuba reivindicam hoje a obra do escritor José Soler Puig (1916-1996), quem cumpriria 100 anos em 2016.
 
A homenagem dedicada nesta festa literária e editorial faz parte das atividades para celebrar o centenário deste narrador imprescindível das letras cubanas, segundo a crítica especializada.
 
Segundo a ensaísta Graziella Pogolotti, Soler Puig é autor de obras singularíssimas como 'El caserón' (O casarão), 'El pan dormido' (O pão dormido) e 'Un mundo de cosas' (Um mundo de coisas).
 
Mas os leitores que se formam agora nas escolas e universidades cubanas não têm uma aproximação a suas obras, o que é muito lamentável porque são joias da literatura, apontou.
 
Para a narradora e roteirista de cinema Aida Bahr, é muito necessário orientar os jovens na leitura de Soler Puig: agora devem aproveitar a possibilidade de encontrar na Feira Internacional do Livro em Cuba as reedições de 'Bertillón 166', 'El pan dormido', 'El caserón', 'El derrumbe' e 'Un mundo de cosas'.
 
Ela lamentou que, quando se fala dele, costuma se pensar só em 'Bertillón 166' - sua obra inicial e Prêmio Casa das Américas - e o rotulam como um escritor político.
 
Bahr chamou a atenção principalmente ao que está sem pesquisar sobre esse autor, como os estudos de gênero, a figura materna e as técnicas do boom e do pós-boom presentes em suas criações.
 
Segundo disse o grande poeta uruguaio Mario Benedetti, José Soler Puig tem vínculos essenciais com as mais altas vozes da nova narrativa latino-americana, ainda que isto não foi advertido por outros contemporâneos mais próximos.
 
A sede em Havana da União de Escritores e Artistas de Cuba acolheu este encontro durante os últimos dias de Feira, como parte das atividades que se realizarão durante 2016 por todo o país para comemorar o centenário de José Soler Puig.
 
Ele foi um cronista da história desta ilha e, além disso, é um dos escritores cubanos mais traduzidos a outros idiomas, apontou o poeta e ensaísta Luis Álvarez quando convocou a esta jornada no começo do ano.
 
Apesar de ter nascido do mais humilde do povo cubano, esteve empenhado na transformação da linguagem narrativa, tarefa à qual já se tinham se dedicado antes gigantes da literatura como Alejo Carpentier e José Lezama Lima, destacou.
 
A este novelista, dramaturgo, e roteirista de rádio e cinema, várias universidades do país dedicarão colóquios acadêmicos, cursos de pós-graduação, palestras, painéis e conferências.
 
Durante os meses de março e abril, por toda Cuba haverá cinema-debate sobre o filme 'Ciudad en rojo' (Cidade em vermelho), da realizadora Rebeca Chávez, inspirado na obra 'Bertillón 166'.