O presidente estadunidense, Barack Obama, visitará a partir do domingo a uma Cuba ainda hoje bloqueada econômica, comercial e financeiramente por seu país, apesar das medidas anunciadas em 15 de março e outras anteriores.
Durante uma coletiva de imprensa oferecida nesta capital ontem, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, qualificou as recentes disposições de Washington de positivas e acertadas, além de reconhecer que flexibilizam o bloqueio.
Não obstante, recordou que a eliminação total dessa política é essencial para avançar para a normalização das relações entre os dois países.
O bloqueio é o obstáculo mais importante para o desenvolvimento econômico de Cuba e causa privações ao povo, comentou Rodríguez, que apontou que os componentes punitivos e dissuasivos do mau chamado embargo se mantêm.
Com respeito às recentes medidas, cujo alcance real é estudado pela ilha, acrescentou que vão na direção correta e que deveriam ser acompanhadas de muitas mais nas próximas semanas ou meses, que estabeleçam a eliminação de outras restrições discriminatórias e injustificadas que pendem sobre seu país.
Isso pode ser feito, informou, mediante decisões unicamente executivas, que não requerem da aprovação do Congresso de Estados Unidos, o único poder facultado na nortenha nação para estipular o fim do bloqueio.
Interrogado sobre ações por parte de Cuba em frente às adotadas por Washington, Rodríguez sustentou que Cuba passou seu grande pacote de medidas em 1959.
É um país em permanente mudança para uma economia mais competitiva e produtiva, e para políticas sociais a cada vez mais justas que atinjam de maneira universal a todos seus cidadãos, apontou.
Com respeito à agenda da visita de Obama a Havana, afirmou que incluirá conversas oficiais com seu par cubano, Raúl Castro, um percurso pela rota histórica do município Habana Velha e um discurso para a sociedade civil, atividades que lhe permitirão conhecer melhor a ilha e interatuar com seu povo e organizações.
O ministro de Relações Exteriores de Cuba declarou também que a visita será uma ocasião importante para identificar novos passos a dar nos próximos meses, como contribuição ao processo de melhoria das relações bilaterais.
Dito processo, no que Cuba está imersa de forma soberana e em apego a seus ideais de justiça social e solidariedade, explicou, não suporá nunca a renúncia a um só de seus princípios, nem a sua política exterior comprometida com as causas justas do mundo e a defesa da autodeterminação dos povos.
De acordo com isso, adiantou que a ilha pedirá aos Estados Unidos que conceda uma ordem executiva recentemente renovada, que qualifica a Venezuela de ameaça incomum e extraordinária para a segurança nacional de Washington.
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Obama visitará uma Cuba ainda bloqueada por seu país
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Prensa Latina
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