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Raúl Castro: A unidade é mais crucial do que nunca para os Não-Alinhados
O presidente cubano Raúl Castro disse que a unidade coordenada pelo Movimento dos Não-Alinhados (NAM), perante os desafios atuais, é agora mais importante e crucial do que nunca.
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ACN
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O presidente cubano Raúl Castro disse que a unidade coordenada pelo Movimento dos Não-Alinhados (NAM), perante os desafios atuais, é agora mais importante e crucial do que nunca.
Estamos enfrentando uma profunda crise econômica, social, alimentar, energética e ambiental que tem caráter mundial, disse o chefe de estado cubano durante a inauguração nesta quarta-feira da reunião ministerial da Mesa de Coordenação dos NOAL, que transcorre em Havana.
Multiplicam-se os debates internacionais, mas sem a participação de todos os países, disse Raúl que, aliás, recalcou que existe uma crescente conscientização sobre a necessidade de soluções de curto prazo. Contudo, ainda não foram atingidas soluções justas e duradouras.
“Se não tomarmos as medidas necessárias, com firmeza e urgência, os nossos povos serão novamente submetidos por um longo tempo às conseqüências da crise”, disse ele.
Os atuais padrões de consumo são injustos e irracionais e impossíveis de manter, disse Raúl, que mais adiante salientou que tais padrões foram as bases da atual ordem internacional.
O presidente cubano sublinhou que uma ordem global inspirada nos interesses hegemônicos e egoístas não é legítima nem eticamente aceitável e acrescentou que este era um sistema que destruía o ambiente e dá acesso desigual à riqueza.
A situação tem piorado dramaticamente, disse Raúl, que mais adiante explicou que as despesas militares anuais hoje superam um trilhão de dólares, no entanto, ele disse que o número de desempregados no mundo poderia aumentar até 230 milhões em 2009.
Também acrescentou que a cifra de famintos no planeta todo em 2008 aumentou para 963 milhões, ultrapassando os 854 milhões que já existiam.
Raúl Castro disse que a Conferência de Alto Nível das Nações Unidas sobre a crise econômica e financeira e seu impacto sobre o desenvolvimento, prevista para junho deste ano constitui um cenário fundamental para discutir e procurar soluções em consenso sobre a grave situação. Nesse sentido Raúl afirmou que o Movimento dos Não-Alinhados deveria apoiar a realização da conferência.
O presidente também expressou seu agradecimento ao Movimento dos Não-Alinhados pela sua firme posição de solidariedade com a Revolução Cubana. Também estendeu sua gratidão ao MNOAL por seu apoio permanente ao levantamento do bloqueio econômica, financeiro e comercial, por parte de Washington.
As recentes medidas anunciadas pelo Presidente dos E.U. Barack Obama, embora positivas, são de alcance limitado, disse o presidente cubano. O bloqueio está intacto, apesar de não haver nenhum outro pretexto político ou moral que justifique a continuidade dessa medida anti-cubana.
Cuba não impôs sanção alguma contra os Estados Unidos ou a qualquer dos seus cidadãos; Cuba não é o país que proíbe os empresários dos E.U. de fazerem negócios com a ilha ou persegue as transações financeiras feitas através de bancos norte-americanos, salientou.
Cuba não mantém uma base militar em território estadunidense contra a vontade do povo americano, foi acrescentando Raúl, que assegurou que por estas razões, não é Cuba a que deve fazer concessões ou gestos.
Ele reiterou que Havana está disposta a resolver todos os problemas com a administração dos E.U. em igualdade de condições, mas isso não implica qualquer negociação da soberania de Cuba, seu sistema político ou social, seu direito à autodeterminação e seus assuntos internos.
O presidente cubano assinalou que a força do Movimento dos Não-Alinhados reside em sua unidade na diversidade, que tem sido o principal pilar nos quase três anos do mandato de Cuba.
“Eu não tenho a menor dúvida de que o Movimento dos Não-Alinhados continuará a ser um fator crucial e construtivo nos debates internacionais”, concluiu.
Estamos enfrentando uma profunda crise econômica, social, alimentar, energética e ambiental que tem caráter mundial, disse o chefe de estado cubano durante a inauguração nesta quarta-feira da reunião ministerial da Mesa de Coordenação dos NOAL, que transcorre em Havana.
Multiplicam-se os debates internacionais, mas sem a participação de todos os países, disse Raúl que, aliás, recalcou que existe uma crescente conscientização sobre a necessidade de soluções de curto prazo. Contudo, ainda não foram atingidas soluções justas e duradouras.
“Se não tomarmos as medidas necessárias, com firmeza e urgência, os nossos povos serão novamente submetidos por um longo tempo às conseqüências da crise”, disse ele.
Os atuais padrões de consumo são injustos e irracionais e impossíveis de manter, disse Raúl, que mais adiante salientou que tais padrões foram as bases da atual ordem internacional.
O presidente cubano sublinhou que uma ordem global inspirada nos interesses hegemônicos e egoístas não é legítima nem eticamente aceitável e acrescentou que este era um sistema que destruía o ambiente e dá acesso desigual à riqueza.
A situação tem piorado dramaticamente, disse Raúl, que mais adiante explicou que as despesas militares anuais hoje superam um trilhão de dólares, no entanto, ele disse que o número de desempregados no mundo poderia aumentar até 230 milhões em 2009.
Também acrescentou que a cifra de famintos no planeta todo em 2008 aumentou para 963 milhões, ultrapassando os 854 milhões que já existiam.
Raúl Castro disse que a Conferência de Alto Nível das Nações Unidas sobre a crise econômica e financeira e seu impacto sobre o desenvolvimento, prevista para junho deste ano constitui um cenário fundamental para discutir e procurar soluções em consenso sobre a grave situação. Nesse sentido Raúl afirmou que o Movimento dos Não-Alinhados deveria apoiar a realização da conferência.
O presidente também expressou seu agradecimento ao Movimento dos Não-Alinhados pela sua firme posição de solidariedade com a Revolução Cubana. Também estendeu sua gratidão ao MNOAL por seu apoio permanente ao levantamento do bloqueio econômica, financeiro e comercial, por parte de Washington.
As recentes medidas anunciadas pelo Presidente dos E.U. Barack Obama, embora positivas, são de alcance limitado, disse o presidente cubano. O bloqueio está intacto, apesar de não haver nenhum outro pretexto político ou moral que justifique a continuidade dessa medida anti-cubana.
Cuba não impôs sanção alguma contra os Estados Unidos ou a qualquer dos seus cidadãos; Cuba não é o país que proíbe os empresários dos E.U. de fazerem negócios com a ilha ou persegue as transações financeiras feitas através de bancos norte-americanos, salientou.
Cuba não mantém uma base militar em território estadunidense contra a vontade do povo americano, foi acrescentando Raúl, que assegurou que por estas razões, não é Cuba a que deve fazer concessões ou gestos.
Ele reiterou que Havana está disposta a resolver todos os problemas com a administração dos E.U. em igualdade de condições, mas isso não implica qualquer negociação da soberania de Cuba, seu sistema político ou social, seu direito à autodeterminação e seus assuntos internos.
O presidente cubano assinalou que a força do Movimento dos Não-Alinhados reside em sua unidade na diversidade, que tem sido o principal pilar nos quase três anos do mandato de Cuba.
“Eu não tenho a menor dúvida de que o Movimento dos Não-Alinhados continuará a ser um fator crucial e construtivo nos debates internacionais”, concluiu.
