Embaixador de Cuba fala dos Cinco à TV dominicana
O embaixador de Cuba na República Dominicana, Juan Astiasarán Ceballo, concedeu uma entrevista ao Supercanal (Canal 33 que também transmite para os Estados Unidos), onde abordou o tema dos cinco cubanos presos injustamente em cárceres dos Estados Unidos há 12 anos.
Fuente
Prensa Latina
Fecha

O embaixador de Cuba na República Dominicana, Juan Astiasarán Ceballo, concedeu uma entrevista ao Supercanal (Canal 33 que também transmite para os Estados Unidos), onde abordou o tema dos cinco cubanos presos injustamente em cárceres dos Estados Unidos há 12 anos. 

A libertação destes antiterroristas, com um formoso histórico profissional e de vida, é uma prioridade para seu povo, expressou Astiasarán aos jornalistas Marco Herrera e Miossotis Grullón, já que trabalhavam dentro dos grupos terroristas que existem e funcionam no território dos Estados Unidos para alertar a Cuba de ações contrárias que levariam a cabo. 

A informação obtida pelos Cinco Heróis a respeito de atividades contra Cuba foram proporcionadas pelo governo cubano ao Bureau Federal de Investigações para deter a tempo as ditas agressões. 

Paradoxalmente, as autoridades estadunidenses prenderam aos cubanos que tratavam de impedir o auge do terrorismo, no lugar de deter aos terroristas, apontou. 

Astiasarán expressou que fizeram um julgamento arranjado de René González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerreiro e Fernando González em Miami, o lugar mais inadequado por ser precisamente essa cidade a guarida de elementos anti-cubanos e terroristas. 

Impuseram-lhes penas injustas e totalmente desproporcionadas. Hoje conhece-se, por documentos recentemente divulgados, que inclusive o Governo pagou a jornalistas para que tergiversassem a realidade e criassem o ambiente propício para suas injustas condenações. 

Desde então constituiu-se um forte movimento internacional a favor de sua libertação. 

Outros temas abordados pelo diplomata foram os altos níveis educacionais em Cuba, sendo o país do mundo em que mais pessoas estão matriculadas na educação superior -segundo dados da UNESCO desta mesma semana. 

Referiu-se ainda à qualidade da saúde pública cubana, incluindo uma mortalidade infantil de 4,7 por cada mil nascidos vivos no passado ano, o cumprimento dos Objetivos do Milênio defendido pela ONU. 

Astiasarán também abordou as campanhas mediáticas, o bloqueio e as agressões que há mais de meio século sofre Cuba por parte dos Estados Unidos.