Multiplica-se apoio internacional aos antiterroristas cubanos
O respaldo internacional aos antiterroristas cubanos condenados injustamente nos Estados Unidos aumentou, e também o respeito para o povo e governo cubanos, sublinhou a ativista de solidariedade com a ilha Alicia Jrapko.
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Prensa Latina
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O respaldo internacional aos antiterroristas cubanos condenados injustamente nos Estados Unidos aumentou, e também o respeito para o povo e governo cubanos, sublinhou a ativista de solidariedade com a ilha Alicia Jrapko.

A coordenadora do Comitê Internacional para a Liberdade dos Cinco Antiterroristas Cubanos destacou a ampla participação de delegados de numerosos países nas atividades de um evento que será celebrado aqui em apoio a essa causa.

Temos tido muita gente participando, amigos de 23 países, parlamentares sobretudo da América Latina, também advogados da Itália, Porto Rico, Argentina e sindicalistas do Canadá e dos Estados Unidos, confirmou Jrapko à Prensa Latina.

Por exemplo -acrescentou- do Canadá vem o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Postais e a atividade é realizada na sede dos trabalhadores postais dos Estados Unidos.

Contamos também com personalidades como Ignacio Ramonet, Fernando Morais, Salim Lamrani, entre outros, assinalou a coordenadora do Comitê Internacional para a Liberdade dos Cinco Antiterroristas Cubanos.

Os cinco cubanos: Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerreiro, Fernando González e René González foram presos em 1998 e em um julgamento viciado na cidade de Miami, Flórida, sentenciados a longas penas de prisão, que incluíram cadeia perpétua.

Conhecidos internacionalmente como os Cinco, esses lutadores foram injustamente presos nos Estados Unidos por impedirem a realização de atos de terrorismo contra o povo cubano, recordam membros do Comitê.

O povo norte-americano precisa conhecer esse caso, para que assim mais pessoas se somem à causa. Uma das ações que me dá esperança nesse sentido são as redes sociais, porque nelas não podem controlar a solidariedade, disse Jrapko.

Ainda que o Washington Post ou a CNN não venham as nossas conferências de imprensa, temos de as todas formas conseguido divulgar nossa voz. Muita gente viu as imagens e a emissora Telesur transmitiu para toda a América Latina, enfatizou a conhecida ativista. Recordou que essas jornadas começaram com uma conferência, na qual contamos com René González falando via Internet. Foi emotivo porque foi a primeira vez que vimos René sem seu uniforme de preso, fora da prisão, comentou.

Essa jornada e tudo o que fazemos tem a ver com o respeito que sentimos por Cuba e o que representam os Cinco, afirmou Jrapko.

Pensamos -acrescentou- que o governo estadunidense tem que respeitar a autodeterminação e a soberania de Cuba, e mudar uma política agressiva de 50 anos que a maioria dos norte-americanos é contra.

Destacar o sistema de saúde gratuita de Cuba é falar sobre a causa dos Cinco e apoiá-los é respaldar a saúde gratuita, também apoiar o acesso grátis à educação na nação caribenha, assegurou a coordenadora de solidariedade.

No último sábado, em uma manifestação muito especial diante da Casa Branca, se concentraram quase 500 pessoas, assegurou.

Depois fomos a um evento no qual pela primeira vez a legendária ativista professora e autora Angela Davis falou perante um auditório de cerca de 600 pessoas, continuou.

Consideramos que se avançou bastante nesse ano e ainda restam algumas atividades a favor da solidariedade com os antiterroristas cubanos, recordou Jrapko.

Dos Cinco ainda permanecem em cativeiro Hernández (dupla cadeia perpétua mais 15 anos), Labañino (30 anos), Guerreiro (21 anos mais 10 meses e cinco anos de liberdade condicional) e Fernando González (17 anos e nove meses).

Esses lutadores tentavam impedir ações terroristas contra a nação antilhana, organizadas e financiadas em sua grande maioria nos Estados Unidos com a tolerância das autoridades desse país.