A VI Conferência Internacional sobre psicologia da saúde (Psicosaúde), conclui hoje aqui com uma jornada que inclui debates sobre atualidade na especialidade de formação de pessoal, sexualidade e doenças crônicas, hipnosis, entre outros.
Ontem, José Juan Ortiz, representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), ressaltou o papel do psicólogo na saúde, bem como o direito das pessoas a ser protegidas, tanto desde o ponto de vista físico como mental.
Ao dissertar sobre a recuperação psicoemocional em situações de desastres, o especialista, que tem participado de diversos conflitos bélicos, reforçou a vontade política de Cuba, onde se garante educação, saúde e proteção a todos as crianças.
No entanto, ressaltou que nos países mais ricos a saúde pública desatende a mental.
Recomendou incluir à psicologia como uma matéria a ser aplicada desde idades escolares iniciais, já que um trauma na infância mau curado afeta ao indivíduo para toda a vida, disse.
Destacou a necessidade de ensinar a tratar os estados emocionais ante situações de catástrofes humanitárias, pois na maioria dos casos faz-se um mau uso das emoções.
Psicosaúde termina depois de três dias de frutíferos intercâmbios entre os mais de 500 delegados, de 20 nações, presentes no evento.
Temáticas como psicologia na velhice e infantojuvenil, Psicoballet, emergências e desastres, estresse, violência, vícios, gênero, epilepsia, transtornos do sono, foram amplamente desenvolvidos na reunião.
