O Governo do Peru deve ratificar na ONU sua histórica posição contrária o bloqueio estadunidense contra Cuba, propôs o XIII Encontro Nacional de Solidariedade com a ilha, recém-concluído.
Uma declaração do foro sobre a injusta medida que faz mais de cinco décadas condena a política criminosa de Washington e propõe à chancelaria peruana que mantenha a posição tradicional de Lima, pelo fim do cerco econômico, financeiro e comercial contra o país caribenho.
Aponta em tal sentido que a ratificação da política peruana será coerente com o pronunciamento feito no ano passado contra o bloqueio pelo presidente Ollanta Humala, em um discurso na Assembléia Geral das Nações Unidas.
A declaração exige o cessar do assédio genocida e chama à comunidade internacional a reiterar em forma quase unânime sua rejeição ao mesmo, quando a Assembléia Geral volte a tratar o tema nas próximas semanas.
Também chama aos cidadãos peruanos a enviar mensagens de correio eletrônico ao presidente estadunidense, Barack Obama, para que levante o bloqueio estabelecido há mais de 50 anos para submeter a Cuba.
O pronunciamento define o bloqueio como uma medida abusiva e irracional e um ato de guerra econômica que Washington impõe a Cuba com a finalidade de asfixiar e de isolá-la.
Ao resumir os graves efeitos do cerco, assinala que tem ocasionado à ilha perdas estimadas em 900 bilhões de dólares, mas não há desdobramento sobre o povo cubano, cuja dignidade e decisão de luta lhe permitem resistir à agressão genocida.
"O bloqueio não tem impedido que Cuba seja líder em educação, saúde, investigação científica, arte e desporto", acrescenta o documento.
