“Cada qual deve lutar pela paz a sua maneira, cada qual deve lutar pela paz com o que possa e como possa. Assim, a América Latina, ao se enfrentar cada vez mais aos imperialistas, luta pela paz. Enquanto mais povos lutando por sua liberdade houver, mais possibilidades de paz no mundo, mais maniatados estarão os imperialistas, mais fracos serão os imperialistas para desencadear a guerra”.
"E diante da realidade objetiva e historicamente inexorável da revolução latino-americana, qual é a atitude do imperialismo ianque? Está disposto fazer uma guerra colonial contra os povos da América Latina; criar o aparelho de força, os pretextos políticos e os instrumentos pseudo-legais assinados com os representantes das oligarquias reacionárias para reprimir a sangue e fogo a luta dos povos latino-americanos".
"Os povos da América se libertaram do colonialismo espanhol no início do século passado, mas não se libertaram da exploração. Os latifundiários feudais assumiram a autoridade dos governantes espanhóis, os indígenas continuaram em penosa servidão, o homem latino-americano numa ou noutra forma continuou escravo e as esperanças mínimas dos povos sucumbiram sob o poder das oligarquias e do domínio do capital estrangeiro".
“Até quando vamos permanecer na letargia, até quando vamos ser partes indefesas de um continente cujo libertador o concebeu como algo mais digno, maior, até quando nós, latino-americanos, vamos viver neste ambiente mesquinho e ridículo, até quando vamos permanecer divididos, até quando vamos ser vítimas de interesses poderosos que se abatem sobre cada um dos nossos povos, até quando vamos lançar a grande palavra de ordem da unidade? A palavra de ordem da unidade no seio das nações está lançada, porque não também a palavra de ordem da unidade das nações? ”
"Formamos os nossos desportistas para que sirvam ao povo, para que tragam alegria ao povo, glórias para o povo, honra para o povo, e podemos dizer dos nossos atletas, em primeiro lugar, que contribuíram com muita glória e muita honra, infinitas satisfações e alegrias para o nosso povo".
"Em Cuba nunca se culpou, nem se semeou ódio contra o povo dos Estados Unidos, pelas agressões que sofremos de seus governos. Isso estaria contra nossas doutrinas políticas e contra nossa consciência internacionalista, bem provada ao longo de muitos anos, e a cada dia mais arraigada em nosso pensamento."
"As relações entre o povo de Cuba e o povo dos Estados Unidos, embora este tenha sido muito influenciado, durante dezenas de anos, por um dilúvio de propaganda caluniosa e de informação manipulada, vêm melhorando dia a dia (…)"
“Ninguém se faça ilusões de que o povo deste nobre e abnegado país renunciará à glória e aos direitos, e à riqueza espiritual que tem ganhado com o desenvolvimento da educação, da ciência e da cultura”.
“Se a unidade das nações é fecunda e é o que permite aos povos defender os seus direitos, porque não há-de ser ainda mais fecunda a unidade das nações que têm os mesmos sentimentos, os mesmos interesses, a mesma raça, a mesma língua, a mesma sensibilidade e a mesma aspiração humana? ”
“Esta luta contra a globalização neoliberal é a causa comum —pode se dizer— de todos os povos da humanidade”.