O VIII Colóquio Internacional pela Libertação dos cinco antiterroristas cubanos condenados nos Estados Unidos é o mais impressionante de todos os já realizados, pela quantidade de delegados e países participantes, enfatizou aqui a ativista Graciela Ramírez.
Em entrevista à Prensa Latina sobre o início hoje do foro, previsto até o próximo sábado, a coordenadora do Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco destacou que esta edição reúne mais de 320 delegados de quase 50 nações, com o propósito de articular novas estratégias, campanhas e iniciativas para conseguir o regresso dos antiterroristas.
"Trata-se de entrar em um acordo entre todos sobre que novas portas tocar, quem vai se somar, o que vamos pedir aos seis mil intelectuais, aos 10 prêmios Nobel, às dezenas de parlamentos no mundo que já estão identificados com esta causa".
Acrescentou que para isso serão necessárias muitas horas de discussão, pois é necessário articular pensamentos, idiosincrasias e formas de trabalho diferentes; mas tudo com um elemento de coesão: o amor a Cuba e aos Cinco - como são conhecidos Ramón Labañino, Antonio Guerrero, René González, Gerardo Hernández e Fernando González.
Os antiterroristas foram detidos nos Estados Unidos por acompanhar atividades realizadas por grupos violentos sediados em Miami, e depois de um julgamento entre 2000 e 2001, receberam condenações injustas e dilacerantes, como as qualificou Ramírez.
A ativista argentina lembrou que o colóquio se realiza anualmente desde 2006 com pontos comuns desde a primeira vez: "Por um lado, a satisfação de constar o crescimento de uma causa tão nobre, e pelo outro a indignação de levar já 14 anos denunciando esta barbaridade".
Ramírez assinalou que o caso mais preocupante é o de Gerardo, com duas cadeias perpétuas e 15 anos de condenação.
"Se não conseguimos fazer justiça, o que mais tarde regressaria dos outros quatro é Ramón, cuja sentença de 30 anos deve acabar em 2024; mas Gerardo não tem data de regresso, parece que os Estados Unidos quer que ele morra na prisão e isso nos aflige, nos mobiliza porque não vamos permitir".
A coordenadora do Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco expressou também sua gratidão ao Instituto Cubano de Amizade com os Povos, assim como ao governo e ao povo da província de Holguín, localizada no extremo oriente de Cuba, por acolher durante estes oito anos o colóquio.
Quando ficaram sabendo dos impactos do furacão Sandy nessa província e em outras da região oriental de Cuba, agregou, temeram que não fosse possível realizar o foro; no entanto, as autoridades locais anunciaram que o encontro se manteria de qualquer maneira.
"Então vamos fazer um trabalho voluntário, como uma forma mínima de demonstrar nossa solidariedade, e muitos amigos do mundo estão trazendo donativos para os afetados; isto demonstra que não há tempestade, nem furacão, nem nada que possa impedir que os homens solidários se reunam ao redor de uma causa justa", sentenciou.
Ramírez afirmou que os integrantes do Comitê trabalham com paixão e dedicação porque estão convencidos do triunfo, que consiste em conseguir a libertação imediata dos Cinco e seu regresso a Cuba.
"Ganhar não é [conseguir] que voltem quando cumpram suas penas, ganhar é que voltem já, agora, este ano. Não queremos ter que fazer um nono colóquio. Gostaríamos de nos encontrar pela nona ocasião para falar de poesia, de solidariedade, para lutar contra o bloqueio, mas não para falar de uma injustiça tão terrível", concluiu.
