Cindy Sheehan denuncia silêncio midiático dos EUA sobre os Cinco
A pacifista estadunidense Cindy Sheehan denunciou aqui o silêncio dos grandes meios de comunicação dos Estados Unidos sobre as injustas condenações impostas em cárceres desse país do norte aos Cinco antiterroristas cubanos.
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Prensa Latina
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A pacifista estadunidense Cindy Sheehan denunciou aqui o silêncio dos grandes meios de comunicação dos Estados Unidos sobre as injustas condenações impostas em cárceres desse país do norte aos Cinco antiterroristas cubanos. 

Canais de televisão e emissoras radiais não só calam a verdade sobre esses lutadores, como também promovem propaganda negativa a respeito da realidade de Cuba, o que é necessário combater, afirmou em coletiva de imprensa no Expo Holguín, onde sessiona o VII Colóquio Internacional pela Libertação dos Cinco.

Sheehan explicou que para fazer frente a esse silêncio e às mentiras fabricadas nessa nação mantém um programa radial semanal, no qual realiza entrevistas a pessoas vinculadas aos movimentos de solidariedade, como Glória La Riva, coordenadora do Comitê Nacional pela Liberdade dos Cinco nos Estados Unidos.

Além disso, tem um blog ligado ao programa no qual escreve para divulgar ao mundo as irregularidades cometidas no processo contra Fernando González, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Gerardo Hernández e René González e enfrentar a propaganda anticubana.

Em declarações à Prensa Latina, esclareceu que em São Francisco, Nova Iorque e Chicago se concentra a maior atividade pela libertação de Fernando, Antonio, Gerardo e Ramón, condenados a longas sentenças, e pelo regresso a Cuba de René, que cumpriu o castigo, mas deverá permanecer em liberdade supervisionada por outros três anos nesse país.

As ações mais recentes da pacifista incluíram cinco conferências dadas em setembro em universidades de Chicago, as quais foram organizadas pelo Comitê Internacional de Solidariedade aos Cinco.

Segundo explicou, os jovens mostraram interesse em conhecer como esses cubanos foram presos por evitar a morte de pessoas em ambas nações, enquanto Washington protege e mantém livre Luis Posada Carriles, responsável por atos terroristas como a voladura de uma nave da Cubana de Aviação em 1976, que deixou 73 mortes.

A respeito de sua participação na sétima edição do Colóquio pelos Cinco, Sheehan afirmou que constitui um importante espaço para aprender mais sobre suas vidas e estabelecer contato com membros de outras organizações solidárias a Cuba.

No caso específico deste encontro, manifestou sentir-se bem perto dos familiares dos lutadores cubanos e de Giustino Di Celmo, italiano de 91 anos participante do fórum como delegado que perdeu seu filho num ato terrorista em um hotel de La Habana.

O VII Colóquio sessiona nesta província oriental desde ontem e vai até o próximo sábado com a participação de cerca de 300 delegados de 50 países, que realizam fóruns, sessões plenárias e atos de denúncia contra o terrorismo, entre outras atividades.