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Chanceler nicaraguense exige fim de bloqueio estadunidense à Cuba
O ministro das Relações Exteriores da Nicarágua, Samuel Santos, exigiu hoje aqui aos Estados Unidos o fim do bloqueio econômico, financeiro e comercial de mais de meio século contra Cuba.
Источник
Prensa Latina
Дата
O ministro das Relações Exteriores da Nicarágua, Samuel Santos, exigiu hoje aqui aos Estados Unidos o fim do bloqueio econômico, financeiro e comercial de mais de meio século contra Cuba.
Em um coquetel pelo VII aniversário da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA), organizado em Madri pelas embaixadas de cinco dos oito países que conformam esse bloco, Santos qualificou a sanção unilateral norte-americana como anacrônica.
Depois de 20 resoluções de Nações Unidas, que de maneira avassaladora se pronunciaram pelo levantamento desse assédio, chegou o momento do presidente Barack Obama por fim a essa situação injusta, enfatizou o chanceler nicaraguense.
Ao chefe de diplomacia da nação centro-americana coube as palavras de encerramento da recepção oferecida pelos embaixadores na Espanha da Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua e Venezuela, os membros da ALBA com representação neste país.
Perante uns 500 convidados à comemoração, Santos referiu-se também à reunião que realizaram na última quarta-feira em Havana altos representantes desse mecanismo de integração, criado em 2004 por iniciativa de Venezuela e Cuba.
Em concreto falou sobre a decisão da Aliança -conformada também por Dominica, Antiga e Barbuda e San Vicente e as Granadinas- de apoiar a participação de Cuba na VI Cúpula das Américas, programada para o próximo mês de abril na Colômbia.
"Cuba é a América, Cuba é a Celac (Comunidade de Estados Latinoamericanos e Caribenhos), Cuba somos todos nós", sublinhou o ministro do Exterior, que criticou a oposição do governo norte-americano de não aceitar a presença da ilha neste fórum.
Já é hora de superarmos essa situação anômala, ninguém pode vir a nós e dizer o que fazer e o que não fazer, insistiu o chefe da diplomacia nicaraguense, após chamar Washington a aceitar essa realidade.
Cuba, por direito próprio, tem que estar nessa cúpula, não pode ser de outro modo, ressaltou Santos.
Em outro trecho de sua intervenção, o ministro ratificou o respaldo da ALBA à Argentina em sua disputa com o Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas, arquipélago ocupado por Londres desde 1833, outro dos temas debatidos no encontro havaneiro.
As autoridades de Buenos Aires demonstraram crescentemente sua disposição de conversar sobre a disputa, convidamos a outra parte a somar-se a essa opção de diálogo, que é a única possível entre os seres humanos, expressou.
Sobre a ALBA, o líder da coalizão espanhola Esquerda Unida (IU), Cayo Lara, qualificou como valente e importante a decisão tomada em seu momento por Cuba e Venezuela de montar este projeto de integração.
Simplesmente unem-se a eles (aos integrantes da aliança) os elementos mais nobres: a solidariedade, a luta contra a pobreza, a cooperação justa, em tempos de competição selvagem a qual o sistema capitalista nos leva , declarou Lara à Prensa Latina.
Estão dando, me atreveria a afirmar, lições aos que há 500 anos foram os invasores da América Latina, sentenciou o máximo dirigente da IU.
Em um coquetel pelo VII aniversário da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA), organizado em Madri pelas embaixadas de cinco dos oito países que conformam esse bloco, Santos qualificou a sanção unilateral norte-americana como anacrônica.
Depois de 20 resoluções de Nações Unidas, que de maneira avassaladora se pronunciaram pelo levantamento desse assédio, chegou o momento do presidente Barack Obama por fim a essa situação injusta, enfatizou o chanceler nicaraguense.
Ao chefe de diplomacia da nação centro-americana coube as palavras de encerramento da recepção oferecida pelos embaixadores na Espanha da Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua e Venezuela, os membros da ALBA com representação neste país.
Perante uns 500 convidados à comemoração, Santos referiu-se também à reunião que realizaram na última quarta-feira em Havana altos representantes desse mecanismo de integração, criado em 2004 por iniciativa de Venezuela e Cuba.
Em concreto falou sobre a decisão da Aliança -conformada também por Dominica, Antiga e Barbuda e San Vicente e as Granadinas- de apoiar a participação de Cuba na VI Cúpula das Américas, programada para o próximo mês de abril na Colômbia.
"Cuba é a América, Cuba é a Celac (Comunidade de Estados Latinoamericanos e Caribenhos), Cuba somos todos nós", sublinhou o ministro do Exterior, que criticou a oposição do governo norte-americano de não aceitar a presença da ilha neste fórum.
Já é hora de superarmos essa situação anômala, ninguém pode vir a nós e dizer o que fazer e o que não fazer, insistiu o chefe da diplomacia nicaraguense, após chamar Washington a aceitar essa realidade.
Cuba, por direito próprio, tem que estar nessa cúpula, não pode ser de outro modo, ressaltou Santos.
Em outro trecho de sua intervenção, o ministro ratificou o respaldo da ALBA à Argentina em sua disputa com o Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas, arquipélago ocupado por Londres desde 1833, outro dos temas debatidos no encontro havaneiro.
As autoridades de Buenos Aires demonstraram crescentemente sua disposição de conversar sobre a disputa, convidamos a outra parte a somar-se a essa opção de diálogo, que é a única possível entre os seres humanos, expressou.
Sobre a ALBA, o líder da coalizão espanhola Esquerda Unida (IU), Cayo Lara, qualificou como valente e importante a decisão tomada em seu momento por Cuba e Venezuela de montar este projeto de integração.
Simplesmente unem-se a eles (aos integrantes da aliança) os elementos mais nobres: a solidariedade, a luta contra a pobreza, a cooperação justa, em tempos de competição selvagem a qual o sistema capitalista nos leva , declarou Lara à Prensa Latina.
Estão dando, me atreveria a afirmar, lições aos que há 500 anos foram os invasores da América Latina, sentenciou o máximo dirigente da IU.
