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ZunZuneo: Escroques da USAID às vezes inventam algo novo
No ano em que se fundou a Agência Internacional para o Desenvolvimento Internacional (USAID), os Estados Unidos invadiu Cuba pela Praia Girón, recorda hoje o catedrático e analista político panamenho Nils Castro, em um artigo sobre o ZunZuneo.
Источник
Prensa Latina
Дата
No ano em que se fundou a Agência Internacional para o Desenvolvimento Internacional (USAID), os Estados Unidos invadiu Cuba pela Praia Girón, recorda hoje o catedrático e analista político panamenho Nils Castro, em um artigo sobre o ZunZuneo.
Esse é o nome de um programa de desestabilização executado pela USAID contra Cuba na forma de Twitter, que Nils Castro cita para recordar a origem dessa Agência e sua infelizmente célebre história na América Latina.
Sob o título "Os escroques da USAID às vezes inventam algo novo", o articulista escreve:
Quando em 1961 o presidente J. F. Kennedy criou a USAID, anunciou-a como a agência destinada a concentrar em um único órgão todas as iniciativas estadunidenses de ajuda ao desenvolvimento.
Efetivamente, a entidade desenvolveu ações de colaboração e capacitação agrícola, sanitária, habitacional e ambiental, entre outras. Mas não tinha por que embelezar-se com o canto das sereias.
Eram os anos da Guerra Fria, e o mesmo Kennedy afirmou que o propósito da agência era "ganhar os corações e mentes" entre os povos dos países subdesenvolvidos, onde se travavam processos de libertação nacional.
Nesse contexto, não surpreende que esse órgão repetidas vezes aparecesse encobrindo operações de outra agência, a CIA. Por exemplo, quando surgiu o programa de capacitação policial para os países do Cone Sul, que incluía o treinamento de torturadores para as ditaduras naquele período.
Também não têm faltado operações de outra natureza. Por exemplo, no Peru, durante o mandato de Alberto Fujimori, a USAID financiou um programa de esterilização forçada de populações indígenas ou pobres, do qual foram vítimas 331.600 mulheres e 25.590 homens.
Junto aos projetos de assistência agrícola ou nutrição infantil, a USAID tem sido denunciada por atividades de conspiração e desestabilização contra governos legítimos que não se submetem aos interesses de Washington. Nos últimos anos, foi expulsa do Equador e da Bolívia por esse motivo.
Ainda que o Departamento de Estado tenha negado, várias mensagens captadas pelo wikileaks informaram sobre operações da agência na Bolívia e um deles conclui: "muitos dos programas econômicos administrados pela USAID vão na contramão da direção que o governo deseja para seu país".
Por conseguinte, para ninguém foi uma surpresa que uma das agências mais importantes dos Estados Unidos tenha revelado o programa ZunZuneo, cujo título aludia ao nome cubano do colibri.
Este somente tem sido um entre os muitos projetos de infiltração, desinformação e desestabilização contra um governo que Washington pretende destruir.
A diferença está, em todo caso, em que essa operação se instrumentalizou através das dependências da USAID em países terceiros, como Costa Rica e Espanha. Na qual junto às imoralidades de sempre se soma o desrespeito às nações que estes funcionários estadunidenses aproveitaram para esse fim.
Esse é o nome de um programa de desestabilização executado pela USAID contra Cuba na forma de Twitter, que Nils Castro cita para recordar a origem dessa Agência e sua infelizmente célebre história na América Latina.
Sob o título "Os escroques da USAID às vezes inventam algo novo", o articulista escreve:
Quando em 1961 o presidente J. F. Kennedy criou a USAID, anunciou-a como a agência destinada a concentrar em um único órgão todas as iniciativas estadunidenses de ajuda ao desenvolvimento.
Efetivamente, a entidade desenvolveu ações de colaboração e capacitação agrícola, sanitária, habitacional e ambiental, entre outras. Mas não tinha por que embelezar-se com o canto das sereias.
Eram os anos da Guerra Fria, e o mesmo Kennedy afirmou que o propósito da agência era "ganhar os corações e mentes" entre os povos dos países subdesenvolvidos, onde se travavam processos de libertação nacional.
Nesse contexto, não surpreende que esse órgão repetidas vezes aparecesse encobrindo operações de outra agência, a CIA. Por exemplo, quando surgiu o programa de capacitação policial para os países do Cone Sul, que incluía o treinamento de torturadores para as ditaduras naquele período.
Também não têm faltado operações de outra natureza. Por exemplo, no Peru, durante o mandato de Alberto Fujimori, a USAID financiou um programa de esterilização forçada de populações indígenas ou pobres, do qual foram vítimas 331.600 mulheres e 25.590 homens.
Junto aos projetos de assistência agrícola ou nutrição infantil, a USAID tem sido denunciada por atividades de conspiração e desestabilização contra governos legítimos que não se submetem aos interesses de Washington. Nos últimos anos, foi expulsa do Equador e da Bolívia por esse motivo.
Ainda que o Departamento de Estado tenha negado, várias mensagens captadas pelo wikileaks informaram sobre operações da agência na Bolívia e um deles conclui: "muitos dos programas econômicos administrados pela USAID vão na contramão da direção que o governo deseja para seu país".
Por conseguinte, para ninguém foi uma surpresa que uma das agências mais importantes dos Estados Unidos tenha revelado o programa ZunZuneo, cujo título aludia ao nome cubano do colibri.
Este somente tem sido um entre os muitos projetos de infiltração, desinformação e desestabilização contra um governo que Washington pretende destruir.
A diferença está, em todo caso, em que essa operação se instrumentalizou através das dependências da USAID em países terceiros, como Costa Rica e Espanha. Na qual junto às imoralidades de sempre se soma o desrespeito às nações que estes funcionários estadunidenses aproveitaram para esse fim.
