Panamenhos pedem encerramento de bloqueio a Cuba
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Prensa Latina
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Profundas e sentidas mostras de apoio a Cuba e sua Revolução expressaram membros do movimento panamenho de solidariedade a ilha, o qual também demandou hoje o levantamento do ''''genocida e desumano'''' bloqueio econômico, financeiro e comercial.
 
Na declaração final do XVIII Encontro de Solidariedade a Cuba, os panamenhos condenaram a política do atual presidente estadunidense Donald Trump, ao mesmo tempo em que exigiram a devolução da ilegal base naval de Guantánamo, território cubano usurpado há mais de um século pelos vizinhos do Norte.
 
Entre as estratégias de trabalho sobressaiu a necessidade de difundir mais o impacto do bloqueio à nação caribenha nas redes sociais e meios de comunicação, além de promover a incorporação dos jovens, sindicatos, organizações sociais e comarcas indígenas ao movimento solidário.
 
Os participantes também se pronunciaram por divulgar entre a população panamenha os principais lucros da Revolução cubana, particularmente em saúde e educação, além de reconhecer e realçar o exemplo do 'heroico povo' da maior das Antilhas.
 
Profunda admiração expressaram pelo líder histórico Fidel Castro, falecido recentemente, e o guerrilheiro argentino-cubano Ernesto Che Guevara, apresado em uma data como a deste domingo, para um dia depois ser assassinado em um lugar da geografia boliviana há 50 anos.
 
Momento especial do encontro resultou 'a simbólica, mas sincera' contribuição monetária entregue ao embaixador cubano no Panamá, Antonio Miguel Pardo, para os danificados pelo furacão Irma, ação que o diplomata agradeceu de 'todo coração' porque 'o importante não é a quantidade, mas o gesto'. Evento, que teve como sede o Centro Regional Universitário Panamá Oeste, na cidade da Chorrera, também refletiu em um de seus documentos finais o beneplácito pela paz na Colômbia e a solidariedade com a Venezuela e seu presidente Nicolás Maduro.
 
A respeito, condenaram as campanhas de calunia contra a Revolução bolivariana e suas conquistas, além de apoiar o processo da Assembleia Nacional Constituinte.
 
Por último, Pardo agradeceu aos panamenhos por sua solidariedade permanente e destacou o fato de que estudantes, organizações sociais, sindicais e comerciais se somem a este movimento em um momento de particular importância para a ilha, pelo recrudescimento das políticas de Trump.