El Niño provoca incêndios e emergência elétrica na Venezuela
Mais de quatro mil hectares de floresta queimaram até hoje na Sierra de Perijá, estado venezuelano Zulia, como resultado de uma seca que obrigou as autoridades a decretar a emergência elétrica.
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Prensa Latina
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Mais de quatro mil hectares de floresta queimaram até hoje na Sierra de Perijá, estado venezuelano Zulia, como resultado de uma seca que obrigou as autoridades a decretar a emergência elétrica.

As autoridades locais informaram também que várias fontes de água secaram na região fronteiriça com Colômbia, onde os incêndios se registram há 10 dias.

A situação é resultado do fenômeno climático El Niño que levou a uma situação crítica a produção de eletricidade no país sul-americano, que produz mais de 70 por cento com plantas hidroelétricas.

No estado Mérida, vizinho de Zulia, a Corporação Meridenha de Turismo e organismos de segurança registram incêndios nas adjacências do parque Chorros de Milha, onde se estima que foram afetados 15 hectares.

A imprensa regional de Zulia noticiou que a Guarda Nacional deteve seis pessoas acusadas de provocar incêndios, supostamente para capturar animais com fins comerciais.

Frente a extensa seca, o presidente Hugo Chávez decretou ontem a emergência elétrica devido à crítica situação dos embalses do país, particularmente a represa El Guri, a maior do país, que desce 13 centímetros por dia.

Para as autoridades, trata-se da maior seca nos últimos 100 anos e não existem garantias de que as chuvas comecem em maio, apesar da aplicação de técnicas de bombardeio de nuvens para provocar precipitações.

Entre as ações empreendidas espera-se a chegada no dia 28 de fevereiro de várias plantas geradoras com capacidade de 440 megawatts, enquanto criou-se um estado maior para o setor elétrico, para adotar medidas de emergência.

O novo organismo tem, entre suas tarefas, analisar a viabilidade de propostas apresentadas por especialistas da Argentina, do Brasil e de Cuba, além das ofertas da Rússia, China e outros países.

Desta forma estabeleceram-se desde hoje estímulos a consumidores que pouparem eletricidade e multas para aqueles que a desperdiçarem, que podem levar a 50 por cento de redução da fatura no primeiro caso e ao aumento de até 200 por cento para os despediçadores.