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O derramamento mais negro na história norte-americana
Quase três meses após a explosão da plataforma Deepwater Horizon em frente às praias ao sul dos Estados Unidos, a empresa British Petroleum (BP) continua afogada entre a maré negra e uma dívida multimilionária.
Источник
Prensa Latina
Дата
Quase três meses após a explosão da plataforma Deepwater Horizon em frente às praias ao sul dos Estados Unidos, a empresa British Petroleum (BP) continua afogada entre a maré negra e uma dívida multimilionária.
O grupo europeu confirmou nesta semana que o custo da resposta ao desastre ambiental superou os três bilhões de dólares e o óleo segue o derramamento a um ritmo de quase 40 mil barris por dia.
Em dias recentes o Serviço Nacional da Guarda Costeira informou que já apareceram bolas de alcatrão em zonas marítimas do Texas, somando-se a quatro estados norte-americanos prejudicados pela poluição: Flórida, Louisiana, Mississipi e Alabama.
A assinatura petroleira explicou que já pagou mais de 147 milhões de dólares em compensações para os cidadãos ou instituições afetadas pela catástrofe ecológica, ainda que os esforços de limpeza tenham se detido pelo mau tempo.
Porta-vozes da BP indicaram que a corporação pretende compartilhar a conta em dólares derivada do acidente com vários sócios acionários como Anadarko Petroleum e Mitsui Oil, depois que a Casa Branca pediu 20 bilhões de indenização.
Depois de 80 dias de vertido, a situação é a seguinte: persiste o buraco no fundo marinho e a primeira economia mundial mostra-se incapaz de conter o escape constante de matéria escura.
A British Petroleum e a administração do presidente Barack Obama já testaram de tudo para deter o derramamento em massa de petróleo a poucos quilômetros da Louisiana e a 1.500 metros de profundidade.
Pesquisadores da Administração Nacional Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, por suas siglas em inglês) explicaram que no golfo do México está se consolidando uma grande zona morta (Dead Zone) de 16.830 quilômetros quadrados.
Essa área, com alta concentração de metano, supera em extensão o Lago Ontário canadense e poderia converter-se no mais amplo perímetro hipóxico (carente de oxigênio) nesta faixa do planeta Terra. Má notícia para ecologistas, pior para os peixes.
A calamidade ambiental iniciada faz 10 semanas, depois do afundamento da Deepwater -onde ademais morreram 11 trabalhadores-, prejudica os quatro pilares econômicos das comunidades assentadas no contorno do Golfo.
Indicadores do turismo, pesca, tráfico portuário e a própria extração de hidrocarbonetos marcaram déficits afetando a generalidade do desempenho industrial na região, que é de 234 bilhões de dólares anuais.
Obama certificou que o acidente representa a maior catástrofe ecológica na história estadunidense e o grupo BP devia pagar uma soma importante em um prazo de cinco anos para limar sensibilidades.
Especialistas estimam que entre 35 mil e 60 mil barris de petróleo se perdem diariamente no Golfo, desde a surpreendente explosão da Horizon na tarde de 20 de abril.
Os custos monetários relacionados com a fuga ultrapassaram a cifra de 2,3 bilhões de dólares, segundo relatório interno de British Petroleum.
Conforme o comunicado corporativo, o dinheiro tem sido destinado principalmente a pagar a limpeza marítima, demandas apresentadas por estados norte-americanos e esforços de contenção ante o fluxo aceitável.
A empresa britânica explicou que, desde finais de abril, aproximadamente 37 mil especialistas, 4.500 embarcações e cerca de 100 aeronaves foram mobilizadas como resposta ao incidente.
O grupo petroleiro enfrenta uma pressão política adicional, depois que um de seus sócios no setor o acusou de negligência maior e conduta empresarial desatinada.
Dois dias depois que o conselheiro delegado da BP, Tony Hayward, comparecesse ante o Congresso dos Estados Unidos, a sociedade Anadarko sublinhou que o consórcio britânico tem toda a culpa pelo derramamento.
(*) O autor é chefe da Redação América do Norte da Prensa Latina.
O grupo europeu confirmou nesta semana que o custo da resposta ao desastre ambiental superou os três bilhões de dólares e o óleo segue o derramamento a um ritmo de quase 40 mil barris por dia.
Em dias recentes o Serviço Nacional da Guarda Costeira informou que já apareceram bolas de alcatrão em zonas marítimas do Texas, somando-se a quatro estados norte-americanos prejudicados pela poluição: Flórida, Louisiana, Mississipi e Alabama.
A assinatura petroleira explicou que já pagou mais de 147 milhões de dólares em compensações para os cidadãos ou instituições afetadas pela catástrofe ecológica, ainda que os esforços de limpeza tenham se detido pelo mau tempo.
Porta-vozes da BP indicaram que a corporação pretende compartilhar a conta em dólares derivada do acidente com vários sócios acionários como Anadarko Petroleum e Mitsui Oil, depois que a Casa Branca pediu 20 bilhões de indenização.
Depois de 80 dias de vertido, a situação é a seguinte: persiste o buraco no fundo marinho e a primeira economia mundial mostra-se incapaz de conter o escape constante de matéria escura.
A British Petroleum e a administração do presidente Barack Obama já testaram de tudo para deter o derramamento em massa de petróleo a poucos quilômetros da Louisiana e a 1.500 metros de profundidade.
Pesquisadores da Administração Nacional Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, por suas siglas em inglês) explicaram que no golfo do México está se consolidando uma grande zona morta (Dead Zone) de 16.830 quilômetros quadrados.
Essa área, com alta concentração de metano, supera em extensão o Lago Ontário canadense e poderia converter-se no mais amplo perímetro hipóxico (carente de oxigênio) nesta faixa do planeta Terra. Má notícia para ecologistas, pior para os peixes.
A calamidade ambiental iniciada faz 10 semanas, depois do afundamento da Deepwater -onde ademais morreram 11 trabalhadores-, prejudica os quatro pilares econômicos das comunidades assentadas no contorno do Golfo.
Indicadores do turismo, pesca, tráfico portuário e a própria extração de hidrocarbonetos marcaram déficits afetando a generalidade do desempenho industrial na região, que é de 234 bilhões de dólares anuais.
Obama certificou que o acidente representa a maior catástrofe ecológica na história estadunidense e o grupo BP devia pagar uma soma importante em um prazo de cinco anos para limar sensibilidades.
Especialistas estimam que entre 35 mil e 60 mil barris de petróleo se perdem diariamente no Golfo, desde a surpreendente explosão da Horizon na tarde de 20 de abril.
Os custos monetários relacionados com a fuga ultrapassaram a cifra de 2,3 bilhões de dólares, segundo relatório interno de British Petroleum.
Conforme o comunicado corporativo, o dinheiro tem sido destinado principalmente a pagar a limpeza marítima, demandas apresentadas por estados norte-americanos e esforços de contenção ante o fluxo aceitável.
A empresa britânica explicou que, desde finais de abril, aproximadamente 37 mil especialistas, 4.500 embarcações e cerca de 100 aeronaves foram mobilizadas como resposta ao incidente.
O grupo petroleiro enfrenta uma pressão política adicional, depois que um de seus sócios no setor o acusou de negligência maior e conduta empresarial desatinada.
Dois dias depois que o conselheiro delegado da BP, Tony Hayward, comparecesse ante o Congresso dos Estados Unidos, a sociedade Anadarko sublinhou que o consórcio britânico tem toda a culpa pelo derramamento.
(*) O autor é chefe da Redação América do Norte da Prensa Latina.
