Repúdio à exclusão de Cuba de fórum hemisférico
A Associação de Pais de Família de Estudantes Colombianos em Cuba (ASPECOC) lançou hoje um comunicado de repúdio à exclusão desse país à VI Cúpula das Américas, que se realizará nesta cidade no próximo fim de semana.
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Prensa Latina
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A Associação de Pais de Família de Estudantes Colombianos em Cuba (ASPECOC) lançou hoje um comunicado de repúdio à exclusão desse país à VI Cúpula das Américas, que se realizará nesta cidade no próximo fim de semana. 

Em comunicado entregue à Prensa Latina, a associação sustenta que "essa exclusão faz parte da estratégia do governo dos Estados Unidos, que se nega de maneira inistente a reconhecer o princípio de soberania e autodeterminação de um povo".

"O governo cubano e o povo que defende sua Revolução, não precisam de teatros e reuniões internacionais manipuladas, que sob o pretexto de desenvolvimento e progresso para a região, convocam reuniões excludentes", afirma o texto.

Também denuncia que o único objetivo desses encontros é fortalecer a política imperial de intromissão e ingerência nos assuntos políticos, sociais e econômicos na América.

Para ASPECOC, a VI Cúpula das Américas, que tem como sede a cidade de Cartagena de Índias, está muito longe de atingir os verdadeiros objetivos da integração latino-americana.

Também considera que os grandes debates Internacionais devem ser parte de uma discussão aberta e sincera, com compromissos e ações para combater as causas estruturais que geram níveis vergonhosos de pobreza, marginalidade e exclusão social.

ASPECOC adverte que "com a política estadunidense contra a presença de Cuba na Cúpula, pretendem evadir debates complexos para a região".

Neste sentido, menciona a crescente crise econômica derivada do excessivo endividamento externo e a voracidade do setor financeiro internacional, assim como a constante e permanente ingerência nas economias da região.

A associação valoriza e reconhece os avanços demonstrados em matéria de saúde, educação, esportes e melhora da qualidade de vida conquistados pelo povo cubano e sua Revolução.

Pressões dos Estados Unidos implicaram que Cuba fosse excluída de participar da VI Cúpula das Américas, postura que Havana qualificou de inaceitável e injustificável, coerente com a tradicional política hostil de Washington contra a ilha.

"Não é nenhuma surpresa, é a crônica de uma exclusão anunciada (...). Estados Unidos com seu desprezo e arrogância ofende à pátria grande", afirmou recentemente o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, sobre o fórum.