Prefeita estadunidense defende inocência de antiterrorista cubano
A prefeita de Richmond, Califórnia, Gayle McLaughlin, exigiu hoje que o governo de seu país escute os argumentos a favor da inocência de Gerardo Hernández, um dos cinco antiterroristas cubanos presos políticos nos Estados Unidos desde 1998.
Hernández "não teve nada a ver a com a queda de dois aviões de (a organização terrorista) Hermanos al Resgate em 1996", afirmou McLaughlin em resposta à Prensa Latina.
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Prensa Latina
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A prefeita de Richmond, Califórnia, Gayle McLaughlin, exigiu hoje que o governo de seu país escute os argumentos a favor da inocência de Gerardo Hernández, um dos cinco antiterroristas cubanos presos políticos nos Estados Unidos desde 1998.
Hernández "não teve nada a ver a com a queda de dois aviões de (a organização terrorista) Hermanos al Resgate em 1996", afirmou McLaughlin em resposta à Prensa Latina.

A prefeita afirmou que o governo de seu país deve dar ao condenado a possibilidade "de saber quais foram as supostas provas usadas contra ele para que fosse condenado a passar o resto de sua vida na prisão". McLaughlin apoiou a demanda interposta em 2010 pelo Centro de Direitos Humanos e Constitucionais (CDHC) de Los Angeles, na qual exige transparência da administração estadunidense, apoiada na Ata de Liberdade de Informação (FOIA, por sua sigla em inglês).

O Centro solicita que sejam revelados os documentos relacionados aos voos ilegais dos aviões da organização anticubana, que em várias ocasiões violaram o espaço aéreo da nação caribenha sem que a Casa Branca tomasse medidas a respeito, apesar das advertências de Havana.

Grupos solidários propuseram que se fossem divulgados todos os expedientes relacionados ao episódio, como as imagens de satélite zelosamente guardadas por Washington há 17 anos, muitas dúvidas seriam esclarecidas, principalmente a inocência de Hernández.

Segundo a prefeita, o CDHC está "fazendo um trabalho importantíssimo na busca de transparência, porque, além disso, todas as pessoas amantes da justiça têm direito a saber o que os Estados Unidos ocultam neste caso".

Sob acusação de conspiração para cometer assassinato, em referência ao incidente com os aviões, um tribunal de Miami impôs a Gerardo Hernández em dezembro de 2001 uma das duas cadeias perpétuas que pesam contra ele.

Gayle McLaughlin expressou reiteradamente sua solidariedade à causa dos Cinco, como são conhecidos mundialmente Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando González e René González (este último em liberdade supervisionada nos Estados Unidos desde 2011).

No dia 5 de junho de 2012, a prefeita enviou uma carta ao presidente Barack Obama na qual pediu "um gesto humanitário para pôr fim a esta arbitrariedade" (da prisão dos antiterroristas).

Segundo escreveu então, uma solução nesse sentido seria uma mensagem clara ao mundo, uma importante base para melhorar (as inexistentes) relações entre os dois países.

Os Cinco foram presos em 12 de setembro de 1998 na cidade de Miami quando monitoravam atentados criminosos planejados, financiados e executados por grupos extremistas de origem cubana que já causaram mais de três mil 400 vítimas fatais na ilha nas últimas cinco décadas.

Washington rompeu os vínculos diplomáticos com Havana em 3 de janeiro de 1961, e um ano depois, no dia 3 de fevereiro de 1962, o então presidente John F. Kennedy assinou um decreto que oficializou o bloqueio econômico e comercial de seu país contra Cuba.

McLaughlin, que visitou Cuba pela primeira vez em 1986, assegurou em uma entrevista anterior com esta agência que desde então sente um vínculo forte com Cuba.