Cubanos residentes nos Estados Unidos pedem fim do bloqueio a Cuba
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Prensa Latina
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Os participantes no II Encontro de cubanos residentes nos Estados Unidos exigiram aqui pôr fim ao bloqueio econômico imposto a Cuba há mais de 50 anos, e a libertação dos três antiterroristas presos em cárceres norte-americanos.
 
No encontro, que reuniu mais de uma centena de cubanos residentes em diferentes cidades estadunidenses, e que foi realizado durante o fim de semana na Casa Maryland, ao nordeste desta capital, se reivindicou também a retirada imediata de Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo.
 
Os participantes aprovaram um documento final de 12 pontos, o qual ratifica o compromisso dos emigrados cubanos com a defesa da soberania nacional da ilha.
 
Também exige da Casa Branca a imediata libertação dos lutadores antiterroristas cubanos Gerardo Hernández Nordelo, Ramón Labañino Salazar e Antonio Guerrero Rodríguez, que cumprem longas e injustas condenações desde 1998.
 
A declaração final critica os planos de subversão contra Cuba orquestrados pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e reclama ao presidente Barack Obama que cesse "a perseguição às transações financeiras internacionais cubanas".
 
Durante o encontro, realizaram painéis integrados por advogados, pesquisadores, acadêmicos, jornalistas, blogueiros, ativistas e outros profissionais cubanos residentes nos Estados Unidos.
 
A abertura do encontro esteve a cargo do chefe da Seção de Interesses de Cuba em Washington, José Ramón Cabañas, que reconheceu que hoje não existem problemas de fundo entre a ilha e a maioria de seus emigrados.
 
"A grande maioria dos cubanos que vivem no exterior desejam uma relação séria e respeitosa com seu país", sublinhou Cabañas.
 
Também esteve presente o diretor para Assuntos Consulares e de cubanos residentes no exterior, Rafael Dausá, que qualificou de oportunidade histórica regressar a Washington para participar em um evento em que, "o amor à pátria tem estado acima de qualquer consideração".
 
O funcionário da chancelaria cubana destacou que se realizaram mais de 30 reuniões de emigrados em diferentes países de todos os continentes, e que na Europa se organizou inclusive um encontro continental.
 
"Já não pode ser dito que um punhado de cubanos realiza ações isoladas em prol de seu país. Para orgulho de Cuba e seus emigrados, posso dizer que existem na atualidade 148 organizações de cubanos residentes em 76 países", enfatizou Dausá.
 
Entre os conferencistas estiveram o advogado Antonio Zamora, Andrés Gómez, coordenador da Brigada Antonio Maceo; Elena Freyre, presidenta da Fundação para a Normalização de Relações (Fortnom), e o professor da Universidade Internacional da Flórida, Guillermo Grenier, que apresentou os últimos resultados de pesquisas sobre Cuba que realiza regularmente esse reconhecido centro de estudos.