Revelam plano encoberto da USAID contra Cuba com músicos de Hip-Hop
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Prensa Latina
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A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) tentou infiltrar no movimento musical hip-hop em Cuba, como parte de um projeto encoberto para desestabilizar o país, segundo uma investigação da agência informativa estadunidense The Associated Press (AP).
 
As revelações, que aparecem publicadas hoje em importantes meios estadunidenses e europeus, deixam em descoberto que a USAID contratou um grupo de cantores de rap para provocar um movimento de jovens contra o governo cubano, de acordo com os documentos obtidos pela AP.
 
O plano subversivo, que foi executado por mais de dois anos, tinha como premissa utilizar músicos cubanos para construir uma rede de jovens em busca de "uma mudança social" dentro da ilha.
 
Entre os planos encobertos encarregados aos contratadores da USAID, estava o de recrutar dezenas de músicos cubanos para projetos disfarçados de iniciativas culturais e festivais juvenis, mas na realidade o objetivo era aumentar sua visibilidade e avivar um falso movimento "artístico" que desafiasse o governo de Havana.
 
O página digital Huffington Post publica nesta quinta-feira uma cronologia das ações encobertas da USAID em Cuba, que detalha as atividades do "promotor musical" sérvio Rajko Bozic, que chegou a Cuba com instruções de incorporar em seu plano rapers cubanos, entre eles a dupla Los Aldeanos, e pôr em marcha um movimento juvenil opositor.
 
Descreve também como se criou no Panamá a companhia Saída, em 23 de março de 2009, uma empresa de fachada da Creative Associates International, com sede em Washington.
 
A investigação da AP detalha como em agosto do próprio ano, Creative Associates leva a cabo uma reunião em seus escritórios de San José, Costa Rica, para planejar como aproveitar o Concerto pela Paz que o cantor colombiano Juanes organizava em Havana, para impulsionar Los Aldeanos e seu discurso contestatório.
 
Coincidentemente, em 3 de dezembro de 2009, o subcontratante da USAID, o cidadão estadunidense Alan Gross, é detido no aeroporto de Havana por introduzir ilegalmente em Cuba telefones via satélites e equipamentos de computação sem ter as permissões necessárias.
 
A operação secreta de penetração do movimento de hip-hop decorreu simultaneamente com outros dois programas patrocinados pela USAID e que também foram dados a conhecer após uma investigação da AP no início deste ano.
 
O lançamento de um sistema secreto de "twitter cubano", conhecido como ZunZuneo, e um programa que enviou jovens latino-americanos para provocar a desestabilização da juventude cubana através do descontentamento e crítica à gestão governamental.
 
A investigação da AP inclui documentos relacionados com a Creative Associates International e a USAID, que pagou milhões de dólares para desestabilizar o governo de Cuba, e milhares de páginas que incluem contratos, mensagens eletrônicas, conversas em chats, orçamentos, relatórios, fotografias e passaportes.