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Afirma Lula que existem mais razões para construir a paz
No dia que os políticos compreendamos que há um milhão de razões para falar de paz e nenhuma para fazer a guerra, vamos construir a paz, afirmou hoje o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
Quelle
Prensa Latina
Datum
No dia que os políticos compreendamos que há um milhão de razões para falar de paz e nenhuma para fazer a guerra, vamos construir a paz, afirmou hoje o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao comentar o acordo entre Brasil, Turquia e Irã sobre o desenvolvimento nuclear de Teerã em seu habitual programa de rádio das segundas-feiras Café com o presidente, Lula apontou que os políticos "precisam falar mais de paz que de desacordos, mais de paz que de guerras".
O mandatário informou também que é importante compreender que sua viagem a Teerã não foi para negociar um acordo nuclear, mas tentar convencer o Irã de aceitar a proposta feita por Turquia e Brasil de sentar à mesa de negociações. E isso -destacou- o conseguimos.
Recordou que a Organização das Nações Unidas (ONU) queria sancionar o Irã precisamente porque este não queria se sentar a negociar. Então com o acordo, Teerã consentiu em conversar.
Destacou que isso é extremamente importante, porque hoje se entregará em Viena ao diretor geral do Organismo Internacional da Energia Atômica (OIEA) a carta que o presidente iraniano se comprometeu a enviar.
Então, indicou Lula, tudo aquilo que foi acordado conosco está começando a ser cumprido. Após a carta vêm as conversas com o OIEA, vem o depósito de urânio na Turquia e depois o prazo para que Teerã receba o urânio enriquecido.
Se isso acontecer, é o cumprimento da primeira parte de nosso acordo, sustentou o presidente brasileiro e acrescentou que obviamente esse plano é a abertura para começar as negociações.
A Declaração de Teerã contém 10 pontos, mas o essencial é que pela primeira vez Irã aceitou por escrito realizar fora de seu território a troca de urânio levemente enriquecido por combustível nuclear para seu Reator de Pesquisas, onde se produzem os isotopos para o tratamento do câncer.
O documento foi assinado na segunda-feira da semana passada e responde plenamente às demandas das potências ocidentais, encabeçadas por Estados Unidos. No entanto, um dia depois Washington citou de urgência aos membros do Conselho de Segurança da ONU e entregou-lhe uma carta com novas sanções contra o Irã.
A partir daí, Brasil e Turquia, dois dos 10 membros não permanentes do Conselho de Segurança, iniciaram uma ofensiva diplomata para, baseado no acordo trinacional atingido, lhe dar uma oportunidade às negociações acima das sanções.
Ainda está por ver se os membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, China, França e Grã-Bretanha) aprovam o novo pacote de medidas contra Teerã, algo que poderia levar o acordo para a estaca zero, pois já o governo iraniano anunciou que desconheceria o acordo no caso de novas sanções.
Ao comentar o acordo entre Brasil, Turquia e Irã sobre o desenvolvimento nuclear de Teerã em seu habitual programa de rádio das segundas-feiras Café com o presidente, Lula apontou que os políticos "precisam falar mais de paz que de desacordos, mais de paz que de guerras".
O mandatário informou também que é importante compreender que sua viagem a Teerã não foi para negociar um acordo nuclear, mas tentar convencer o Irã de aceitar a proposta feita por Turquia e Brasil de sentar à mesa de negociações. E isso -destacou- o conseguimos.
Recordou que a Organização das Nações Unidas (ONU) queria sancionar o Irã precisamente porque este não queria se sentar a negociar. Então com o acordo, Teerã consentiu em conversar.
Destacou que isso é extremamente importante, porque hoje se entregará em Viena ao diretor geral do Organismo Internacional da Energia Atômica (OIEA) a carta que o presidente iraniano se comprometeu a enviar.
Então, indicou Lula, tudo aquilo que foi acordado conosco está começando a ser cumprido. Após a carta vêm as conversas com o OIEA, vem o depósito de urânio na Turquia e depois o prazo para que Teerã receba o urânio enriquecido.
Se isso acontecer, é o cumprimento da primeira parte de nosso acordo, sustentou o presidente brasileiro e acrescentou que obviamente esse plano é a abertura para começar as negociações.
A Declaração de Teerã contém 10 pontos, mas o essencial é que pela primeira vez Irã aceitou por escrito realizar fora de seu território a troca de urânio levemente enriquecido por combustível nuclear para seu Reator de Pesquisas, onde se produzem os isotopos para o tratamento do câncer.
O documento foi assinado na segunda-feira da semana passada e responde plenamente às demandas das potências ocidentais, encabeçadas por Estados Unidos. No entanto, um dia depois Washington citou de urgência aos membros do Conselho de Segurança da ONU e entregou-lhe uma carta com novas sanções contra o Irã.
A partir daí, Brasil e Turquia, dois dos 10 membros não permanentes do Conselho de Segurança, iniciaram uma ofensiva diplomata para, baseado no acordo trinacional atingido, lhe dar uma oportunidade às negociações acima das sanções.
Ainda está por ver se os membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, China, França e Grã-Bretanha) aprovam o novo pacote de medidas contra Teerã, algo que poderia levar o acordo para a estaca zero, pois já o governo iraniano anunciou que desconheceria o acordo no caso de novas sanções.
