O reconhecido jurista cubano Rodolfo Dávalos conclamou os dominicanos solidários a respaldar com argumentos a demanda de libertação dos cinco antiterroristas cubanos presos injustamente nos Estados Unidos.
Durante uma atividade por este caso na Universidade Autônoma de Santo Domingo, o embaixador cubano Alexis Bandrich expôs sobre a trajetória, profissão, idade e família dos Cinco, como são conhecidos internacionalmente.
Catedrático em direito internacional da Universidade de Havana, Dávalos atualizou o auditório, que lotou um salão da biblioteca Pedro Mir, a respeito de aspectos legais do caso, cujo julgamento em um tribunal da cidade estadunidense de Miami esteve viciado desde seu início.
Não é suficiente gritar liberdade, é preciso saber o porque devem ser libertos, pois as razões são as que atraem cada vez mais pessoas no mundo, incluindo 10 prêmios Nobel, presidentes e personalidades, indicou.
Uma razão muito poderosa, disse o advogado, é que sem provas de espionagem não há espiões e isso ocorreu com Gerardo Hernández, Fernando González, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e René González.
Este último encontra-se fora do cárcere desde outubro passado, mas deve permanecer três anos em liberdade supervisionada, o que é mais perigoso para sua vida que estar dentro de uma prisão, alertou o advogado.
Apontou que também não foi apreendido junto aos Cinco nenhum documento classificado nem eles buscaram informações lesivas para a segurança nacional estadunidense.
Só acompanharam de perto -agregou- os movimentos de terroristas em Miami e informaram de voos que violaram o espaço aéreo cubano em várias ocasiões.
No entanto, as autoridades norte-americanas ocultaram evidências importantes para o processo judicial, como omitir a violação aos direitos humanos dos cinco cubanos que passaram 17 meses nas solitárias dos cárceres onde se encontravam antes de serem julgados, assinalou.
Desde que foram condenados, a alguns deles tem sido negado o direito de receber visitas de seus familiares.
Legalmente todo o possível foi feito, pontualizou Dávalos, mas a solidariedade faz com que a cada passo o Governo dos Estados Unidos se depare com correios eletrônicos que enchem os servidores da Casa Branca.
Enfatiza-se que a única justiça é libertar estes cubanos, cujo único delito foi o de proteger seu país das agressões financiadas pelos Estados Unidos.
Mais de três mil mortes e mais de dois mil feridos, assim como 122 bilhões de dólares em perdas já custou Cuba o terrorismo, denunciou Dávalos.
Participaram também do ato os embaixadores Alfredo Murga, da Venezuela, Rosa Adilia Vizcaya, da Nicarágua, a Cônsul geral da Bolívia, Maria Teresa Lavayen, e diplomatas de Cuba, Venezuela, Nicarágua, Bolívia e Equador.
Do mesmo modo, estiveram presentes o coordenador da Campanha de Solidariedade a Cuba, Francisco Payano, Fidel Santana e Virtudes Alvarez, da Frente Ampla.
