Juristas de 14 países compartilharam experiências em Cuba
Catedráticos, magistrados e juristas de 14 países da África, América e Europa compartilharam nesta semana experiências na capital cubana durante as sessões do VI Encontro Internacional Justiça e Direito.
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Prensa Latina
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Catedráticos, magistrados e juristas de 14 países da África, América e Europa compartilharam nesta semana experiências na capital cubana durante as sessões do VI Encontro Internacional Justiça e Direito.

Os delegados ao fórum de três dias realizado no Palácio de Convenções trocaram opiniões sobre direito trabalhista, sistema penitenciário, questões penais, legislação e acesso à justiça, entre outras temáticas.

Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Espanha, México, Moçambique, Noruega e Peru foram algumas das nações representadas no encontro.

No encontro, Cuba expôs suas experiências em administração de justiça e na reinserção social das pessoas privadas de liberdade.

De acordo com o presidente do Tribunal Supremo Popular, Rubén Remigio Ferro, a ilha evita trazer mecanicamente ao seu ordenamento processual as práticas jurídicas incompatíveis com sua cultura, valores e idiossincrasia e o nível de desenvolvimento da sociedade.

Hoje exibimos conquistas como a participação cidadã direta na impartição de justiça, e contamos com a vocação dos juízes para a estrita observância das garantias e direitos das pessoas naturais e jurídicas implicadas nos processos judiciais, apontou.

Temos avançado -disse- na adequada celeridade com a que se tramitam os assuntos no setor em todas as instâncias e matérias, também nos princípios de oralidade, publicidade, imediação, apreciação livre das provas e motivação das sentenças judiciais.

Com respeito ao sistema penitenciário, o servidor público Luis Daniel Almanza destacou que os internos cumprem suas sanções em lugares próximos ao seu lugar de residência, e mais de 50 por cento deles estão localizados em centros de mínima segurança.

Ao mesmo tempo, estão incorporados ao trabalho e capacitados em diversos ofícios, enquanto o resto se encontra em condições fechadas incorporados à indústria penitenciária e programas educativos, assinalou.

Segundo dados oficiais, na atualidade uns 27 mil reclusos recebem em Cuba instrução escolar em todos os níveis de ensino, quanto mais de 24 mil estão incorporados à capacitação de oficios em obra ou em cursos especializados.

Nesse cenário, um número superior às 23 mil pessoas encarceradas realiza hoje trabalho socialmente útil, a partir de princípios como a voluntariedade e a remuneração por seus serviços.

Ao intervir no encerramento do VI Encontro Internacional Justiça e Direito, o presidente do Parlamento, Ricardo Alarcón, expôs aos delegados a situação dos cinco antiterroristas cubanos condenados a longas penas nos Estados Unidos.

Fernando González, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Gerardo Hernández e René González, conhecidos internacionalmente como Os Cinco, foram detidos em 1998 por infiltrar grupos violentos que desde Miami organizam ações contra a ilha.

Para Alarcón, esse caso deve interessar a todas as pessoas amantes da paz no mundo.

Além disso, criticou o silêncio midiático e político existente nos Estados Unidos em torno dos antiterroristas, bem como as múltiplas irregularidades no processo contra eles.