O presidente cubano, Raúl Castro, afirmou que o país avança e se notam os resultados, em uma reunião com o Conselho de Ministros, na qual a análise dos temas econômicos voltou a protagonizar as sessões, destaca hoje o jornal Granma.
Movemo-nos a um ritmo mais rápido do que se imaginam quem critica nossa suposta lentidão e ignoram as dificuldades que enfrentamos, indicou o mandatário no encontro efetuado na sexta-feira passada.
O ministro de Economia e Planejamento, Adel Yzquierdo, que apresentou o relatório sobre o cumprimento do Plano da Economia ao fechamento do primeiro semestre de 2013, informou que se estima um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,3 por cento, superior em dois décimos ao registrado em igual período do ano passado.
A maioria das atividades registram aumentos, das quais se destacam por sua contribuição ao PIB o comércio, o transporte, as comunicações e a indústria manufatureira, precisou o titular.
De acordo com Yzquierdo, os serviços sociais mantêm-se em níveis similares aos de 2012 e o resto da economia cresce 2,9 por cento, o qual é coerente com a política de incentivar a produção material e garantir os serviços sociais, a partir de uma maior eficiência.
Para o fechamento do ano, -agregou- espera-se um crescimento entre 2,5 e três por cento, inferior aos 3,6 por cento previsto, no qual tem influído também o meio internacional da América Latina.
O ministro indicou que as exportações crescem em mais de cinco por cento com relação a igual período de 2012, enquanto na importação de alimentos se poupam 168 milhões de dólares ao conseguir menores preços na aquisição de vários produtos.
Outro dos aspectos analisados na reunião foi o não cumprimento na transportação pública em ônibus, ocasionado fundamentalmente pelo deterioro do estado técnico das equipes e o insuficiente gerenciamento do Ministério de Transporte e as Direções Provinciais para garantir a tempo o fornecimento de partes e peças.
Assim mesmo informou-se que os investimentos e construções ficaram nove por cento embaixo do planificado, ainda que se cresça em 16,6 por cento com relação a igual período do ano anterior.
Sobre o tema, Raúl Castro voltou a fazer questão da urgência de exigir ordem absoluta nas construções. Não se trata de proibir, senão de construir onde existam as condições para isso, ratificou.
Nesse sentido, referiu-se aos assentamentos ilegais que se levantaram em alguns lugares periféricos das cidades sem contar com as mais elementares medidas de higiene e previdência, o qual logo tem motivado o surto de doenças.
Por sua vez, a ministra de Finanças e Preços, Lina Pedraza, informou que o primeiro semestre do ano o Orçamento do Estado fecha com um ligeiro superávit.
Os rendimentos de excesso de cumprimento em quatro por cento, sobretudo a partir dos tributos. Não obstante, no processo de declaração jurada correspondente ao ano passado existiram subdeclaraciones e indisciplina fiscal, com um impacto negativo de vários milhões de pesos, afirmou.
A respeito, o presidente cubano considerou que este assunto precisava ser priorizado, há que exigir de cada o cumprimento com o pagamento de suas obrigações, não se pode permitir que este tema venha com problemas, afirmou.
O relatório de liquidação do Orçamento do Estado correspondente ao ano de 2012 foi aprovado pelos membros do Conselho de Ministros para apresentar à Assembleia Nacional do Poder Popular.
Como último ponto da reunião, foi apresentado um balanço da implementação nos últimos meses dos Lineamentos aprovados pelo VI Congresso do Partido Comunista de Cuba.
