Estão dadas as condições para discutir trégua bilateral: Santos
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Prensa Latina
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O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, reiterou hoje que estão dadas as condições para começar as análises em torno do cessar-fogo bilateral e definitivo, demandado por ativistas, defensores de direitos humanos e outros atores do cenário nacional.
 
O presidente considerou que na mesa de acordo entre o Governo e as FARC-EP se avançou o suficiente com o avanço de consensos em três dos cinco pontos da agenda, pactuada inicialmente como essenciais das conversas em prol da paz.
 
Adicionalmente as equipes do Executivo e as Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP) decidiram criar uma comissão da verdade e iniciar um programa de desminado humanitário no território nacional, o que dá seus primeiros passos no município antioqueño de Briceño.
 
Segundo o governante para chegar ao silenciamento de todos os fuzis é indispensável progredir nos debates em torno da justiça transacional, mecanismo que prevê definir penas para responsáveis pelo conflito.
 
Enquanto chega-se a esse acordo destinado a paralisar por completo as ofensivas bélicas, a decisão de ambas as partes é reduzir a magnitude da guerra, insistiu o chefe de Estado nesta manhã em declarações a Wradio.
 
Em 20 de julho próximo as FARC-EP porão em vigor uma pausa combativa, a sexta disposição desse tipo instaurada pelo grupo rebelde, a partir de então o Governo deverá dispor medidas recíprocas para baixar a intensidade da contenda, em correspondência com o consensual.
 
Durante seu comparecimento ao programa de rádio, Santos assegurou que acredita nesse agrupamento insurgente e em seu desejo de atingir a paz.
 
Segundo o advogado Humberto de la Rúa, chefe dos negociadores governamentais, o plano anunciado ontem na capital cubana persegue conseguir resultados durante os ciclos de conversas com a insurgência, encaminhadas a terminar o conflito.
 
Enquanto as FARC-EP qualificaram os pronunciamentos como o início de uma etapa de relançamento dos diálogos empreendidos em Cuba em 2012, os quais decorrem paralelamente ao conflito, recrudescido desde meados de maio.
 
A guerra, que dura mais de meio século, matou cerca de 230 mil cidadãos.
 
Instalar uma mesa de acordo com o Exército de Libertação Nacional, segunda guerrilha do país, é outro dos assuntos pendentes para conseguir a paz.