Cuba fortalece suas relações com o mundo
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Prensa Latina
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As visitas oficiais a Cuba de Chefes de Estado e de Governo, de vice-presidentes e chanceleres das mais diversas partes do mundo neste 2014, denotam um fortalecimento das relações internacionais da Maior das Antilhas.
No âmbito de seus vínculos com o resto do mundo, vale destacar que Cuba acolheu neste ano reunião de grande importância a nível continental como a II Cimeira da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), onde se declarou a América Latina e o Caribe como zona de paz.
 
Além disso, celebraram-se aqui duas cimeiras da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América-Tratado de Comércio dos Povos; e a V Cimeira Comunidade do Caribe (Caricom)-Cuba, que concluiu com a ratificação da importância da unidade entre os povos tendo em vista o desenvolvimento sustentável da área.
 
Mas para além da presença de quase todos os presidentes da região por estes eventos, também se registraram numerosas visitas oficiais aqui de dignatários de países das mais diversas partes do planeta.
 
Tudo isso, como é de se imaginar, permitiu estreitar relações e encontrar convergências, em um contexto marcado pela atualização do modelo socioeconômico cubano no interesse de um socialismo próspero e sustentável e pela aprovação da nova Lei de Investimento Estrangeiro.
 
Logo ao iniciar o ano, o presidente cubano Raúl Castro recebeu a sua homóloga brasileira Dilma Rousseff, que realizou sua visita oficial no marco da II Cimeira da Celac em Havana.
 
Durante o encontro, destacou-se a importância para Cuba e o comércio regional da Zona Especial de Desenvolvimento Mariel (ZEDM), situada a 45 quilômetros ao oeste desta capital e cujas obras de infraestrutura avançam a cargo da construtora brasileira Odebrecht e com apoio financeiro do país sul-americano.
 
Previamente a este encontro, ambos presidentes inauguraram a primeira fase do terminal de containers da ZEDM, obra que constitui a mais atual aposta do país caribenho para fomentar seu avanço econômico, substituir importações, aumentar exportações, criar empregos e acessar modernas tecnologias.
 
Igualmente, os dois presidentes dialogaram sobre o excelente estado das relações bilaterais, especialmente nos setores de colaboração econômica e saúde, e também conversaram a respeito de outros temas do âmbito internacional.
 
Pouco depois, Raúl Castro também recebeu o presidente do México, Enrique Peña Nieto, em um encontro onde ambos constataram o bom estado das relações bilaterais.
 
A esse respeito, reiteraram a vontade mútua de continuar desenvolvendo os intercâmbios, especialmente no terreno econômico-comercial e de cooperação, e igualmente, destacaram a importância do fortalecimento da Celac como mecanismo de acordo e integração regional.
 
Já em meados do ano, particular significação tiveram as frutíferas visitas oficiais dos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Xinping, líderes de nações de grande peso em escala global e caracterizadas por seus fortes vínculos com a ilha.
 
Durante sua estadia aqui, igualmente a Xi Xinping, Putin foi recebido por Raúl Castro, e também pelo líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro.
 
A visita de pouco mais de 12 horas do presidente russo a Cuba permitiu estreitar os vínculos entre os dois países, como demonstra a assinatura de 10 instrumentos jurídicos destinados a reforçar a colaboração nos setores energético, cultural, educativo, uso pacífico do cosmos e saúde, entre outros.
 
No encontro entre Putin e Raúl Castro, ambos ratificaram a vontade política de preencher a Agenda Econômica Bilateral 2012-2020 e confirmaram a disposição de aprofundar os vínculos em diversas esferas e dialogaram sobre as perspectivas para aumentar os investimentos e turismo dessa nação para a ilha.
 
Além disso, Raúl Castro condecorou Putin com a Ordem José Martí, a mais alta distinção que outorga a República de Cuba.
 
Enquanto, sobre os nexos com a China, Raúl Castro e Xi Xinping destacaram a vontade de continuar desenvolvendo de forma plena e integral as relações entre os dois países, com ênfases na instrumentalização da Agenda Econômica Bilateral.
 
Ao concluir as conversas oficiais, Raúl Castro outorgou também a seu homólogo chinês a Ordem Nacional José Martí.
 
A seguir, assinaram-se 29 acordos, que abarcaram diferentes setores como os de finanças, biotecnologia, agricultura, infraestruturas e energias renováveis, para somente mencionar alguns.
 
Outra das visitas de grande relevância foi a da vice-presidenta e chanceler do Panamá, Isabel de Saint Malo, que expressou a Raúl Castro o interesse de seu Governo de contar com a presença de Cuba na VII Cimeira das Américas que se realizará no próximo ano no país centro-americano, convite que foi acolhido positivamente.
 
Nesse sentido, Raúl Castro, ao encerrar recentemente o IV Período Ordinário de Sessões da VIII Legislatura do Parlamento cubano confirmou sua participação nesta Conferência e agradeceu o convite enviado pelo presidente panamenho Juan Carlos Varela.
 
Confirmo que participarei para expressar nossas posições, com sinceridade e respeito por todos os Chefes de Estado e Governo, sem exceção, disse o presidente cubano.
 
De grande robustez também podem ser qualificadas as relações com Equador, que se viram fortalecidas ainda mais com a visita do vice-presidente, Jorge Glas, que resultou na assinatura de convênios em matéria de saúde, educação e recursos hídricos; e contou-se também com a posterior passagem por Havana do chanceler Ricardo Patiño.
 
Do continente europeu destacou a passagem de Laurent Fabius, primeiro chanceler francês em 30 anos a visitar a ilha e quem realizou durante sua estadia aqui um encontro com Raúl Castro.
 
Além disso, ressaltaram as visitas dos ministros de Relações Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo e da Bielorrússia, Vladimir Makei, quem subscreveu dois importantes documentos para elevar a colaboração bilateral.
 
Também grande relevância teve a visita do ministro de Estado da chancelaria do Reino Unido, Hugo Swire, que expressou o interesse de retomar os vínculos com a nação caribenha.
 
Temos a intenção de promover o crescimento e fortalecimento das relações bilaterais com Cuba em muitas esferas, disse Swire à imprensa ao citar áreas de interesse como o comércio ou setores como turismo, agricultura, energia, infraestrutura e biotecnologia.
 
Da Ásia, ressaltou também a passagem por aqui do primeiro-ministro vietnamita, Nguyen Tan Dung, que foi recebido pelo presidente cubano, no clima de fraternidade que sempre tem caracterizado os vínculos entre as duas nações.
 
Referente à Oceania, destacou a visita aqui do chanceler neozelandês, Murray Stuart McCully, e sobretudo a do primeiro-ministro ds Ilhas Salomão, Gordon Darcy Lilo, para a abertura da embaixada desse país aqui.
 
Desse modo, Ilhas Salomão converteu-se na primeira nação das ilhas do Pacífico que credita missão diplomática em Havana.
 
No caso do Caribe, este 2014 tornou-se produtivo para uma maior aproximação a partir da V Cimeira Caricom-Cuba. A isso se somam também outras ações como a inauguração da embaixada de San Cristóbal e Neves, o que completou a presença na capital cubana de todas as nações independentes da Caricom.
 
Adicionalmente, o presidente cubano recebeu neste ano líderes caribenhos como a primeira ministra jamaicana, Portia Simpson Miller, e os premiês de San Cristóbal e Neves, Denzil Douglas; de Antigua e Barbuda, Gaston A. Browne; de Barbados, Freundel Stuart; de Granada, Keith Mitchell e de Bahamas, Perry Gladstone.
 
Igualmente, dialogou em Havana com os premiês de Santa Lucía, Kenny Anthony, e de San Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves. Em todos os casos, o presidente cubano pôde constatar o bom estado das relações com os países caribenhos.
 
Do mesmo modo, Cuba ratificou em 2014 o excelente estado de seus tradicionais e históricos vínculos de amizade e cooperação com a África; exemplo disso evidencia a grande quantidade de personalidades de alto nível desse continente que visitaram a ilha.
 
Entre eles se encontram os presidentes de Angola, José Eduardo dos Santos; da Namíbia, Hifikepunye Pohamba; de Níger, Issoufou Mahamadou; da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema; do Congo, Denis Sassou Nguesso; e o primeiro-ministro de Guiné-Bissau, Domingos Simões, entre outras figuras de grande destaque no panorama político africano.
 
Jorge Hernandez*
 
*Jornalista da Redação Nacional da Prensa Latina