Relações Cuba-UE fortalecidas depois de visita de alta representante
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Prensa Latina
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As relações entre a União Européia (UE) e Cuba mostram hoje um notável avanço, depois da visita da alta representante para Assuntos Exteriores e Política de Segurança, Federica Mogherini, quem considerou ter cumprido seu objetivo em tal sentido.
 
Mogherini qualificou como muito positiva sua visita oficial a Cuba, que concluiu ontem, durante a qual foi recebida pelo presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Raúl Castro.
 
Em um encontro com a imprensa nesta capital, a diplomata italiana disse que teve reuniões com diferentes autoridades nas quais encontrou terreno muito bom para uma cooperação mais profunda e comentou que foram muitos os pontos nos quais as partes estiveram de acordo.
 
A alta servidora pública afirmou que "há um nível de confiança entre a UE e Cuba recíproco".
 
Afirmou que a UE e Cuba estão negociando um Acordo de Diálogo Político e de Cooperação que já cumpriu sua terceira rodada e estão interessados em acelerar o processo para conseguir que se estabeleça e poder iniciar o trabalho em conjunto a partir desse marco.
 
"A finalização deste acordo é essencial para trabalhar sobre uma base mais sólida", expressou.
 
Sublinhou que em abril deste ano se realizará uma nova rodada dessas negociações e para 10 e 11 de junho está prevista uma cúpula da UE e da Comunidade de Estados de América Latina e o Caraíbas (Celac).
 
Mogherini informou que hoje assinaram junto com autoridades cubanas o programa indicativo multianual de cerca de 50 milhões de euros até 2020, investimento que abarca esferas cruciais sobretudo do setor agrícola.
 
Em referência aos encontros sustentados com o presidente cubano Raúl Castro e o chanceler Bruno Rodríguez, a diplomata européia apontou que foram abordados temas de interesse comum, entre eles a mudança climática, a agenda pós 2015 para o desenvolvimento mundial e a cooperação em processos para a produção de energia renovável.
 
Durante sua visita oficial, Mogherini se reuniu também com o presidente do Parlamento Esteban Lazo, o ministro de Economia e Planejamento, Marino Murillo e o arcebispo de Havana, cardeal Jaime Ortega.
 
Indicou que em suas reuniões abordaram o tema dos direitos humanos, o que faz parte das agendas bilaterais com todos os sócios da UE, pois se pretende conversar sobre o tema de maneira geral para estabelecer padrões quanto a direitos individuais e coletivos.
 
Reafirmou também o interesse da UE em acompanhar a Cuba no processo de atualização econômica e social que leva adiante.
 
Reiterou o repúdio permanente da UE perante as Nações Unidas à política de bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos, que considerou obsoleto à luz das atuais circunstâncias.
 
Sobre as conversas entre Havana e Washington, afirmou que esse processo não representa uma concorrência para as relações da ilha e a UE, pois são processos diferentes.