Cuba chama atenção em abertura de Festival Documental Al-Jazeera
Música de Cuba, guiada pela obra do pianista Frank Fernández, e o drama dos palestinos em Gaza, abriram o Festival Internacional de Cinema Documental Al-Jazeera, que decorre hoje em sua fase competitiva.
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Prensa Latina
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Música de Cuba, guiada pela obra do pianista Frank Fernández, e o drama dos palestinos em Gaza, abriram o Festival Internacional de Cinema Documental Al-Jazeera, que decorre hoje em sua fase competitiva.

Sob o tema "Libertem", a sexta edição do maior evento de seu tipo no Oriente Médio foi inaugurada ontem à noite nesta capital com especial deferência para a delegação cubana, formada por Fernández, Aleida Guevara, filha do guerrilheiro Ernesto Che Guevara, e outros.

Durante a festa de abertura apresentou-se o documentaŕio de 13 minutos "Com a alma em suas mãos", do realizador Roberto Chile, também presente aqui, que conseguiu com boa compilação de imagens e música um retrato da vida de um dos mais famosos pianistas cubanos.

"Penso que comecei a tocar bem (o piano), e agora desejo fazer melhor", comentou Fernández a um auditório que ovacionou suas palavras de amor à música, sua pátria, sua trajetória e mostrou curiosidade por conhecer seus planos futuros.

A atenção do público qatarí também se virou sobre Cuba em busca de algum relato desconhecido aqui da vida e obra revolucionária do Che, transmitido por sua filha mais velha em conversas, entrevistas e declarações a meios noticiosos locais.

Guevara, convidada de honra ao festival, vem recebendo diversas mostras de afeto e admiração para ela e seu pai, tanto pelo presidente da rede Al-Jazeera, xeique Hamad bin Thamer al-Thani, quem inaugurou o evento, como por seu diretor, Abbas Arnaout.

O festival do cinema documental em Qatar, que durará até o dia 22, conta neste ano com 198 filmes -nas categorias de curto, médio e longa metragem- provenientes de 93 países de todos os continentes, destacou o diretor geral da al-Jazeera Wadah Khanfar.

Khanfar explicou que o tema central "Liberdade" é uma forma de celebrar esse ansiado direito humano e render tributo àqueles que têm dedicado suas vidas e causas à conquistar.

"Os lutadores pela liberdade derramaram seu próprio sangue por essa causa, e a liberdade é apreciada por escritores, artistas, poetas e pensadores em todo mundo", expressou em seu discurso.

A sessão inaugural também reservou emotivo tributo ao povo palestino e seu sofrimento pela ocupação israelense de seu território, com a exibição do longa metragem "Ainda vivo em Gaza", do diretor suíço Nicolas Wadimoff, sobre a devastadora agressão de 2008-2009.

Arnaout entregou um troféu honorífico ao fotógrafo palestino Osama El-Silwadi, um jovem de 37 anos paraplégico e prostrado em cadeira de rodas como consequência das feridas causadas durante um ato contra Israel.