O protagonismo político, econômico e social dos jovens passa pela vontade estatal de apoderar a este setor importante para o futuro da humanidade, advertiu hoje a dirigente juvenil cubana Yuniasky Crespo.
Em declarações a Prensa Latina, a primeira secretária da União de Jovens Comunistas (UJC) da ilha defendeu o cumprimento de acordos e programas dirigidos à atenção da juventude, bem como pelo impulso dos governos a iniciativas que lhe permitam manifestar todo seu potencial face ao desenvolvimento.
Certamente, em ocasiões vemos que não se implementam em alguns lugares as políticas necessárias para enfrentar a pobreza, a falta de acesso à saúde, a educação e outros direitos, disse a dirigente, quem a véspera interveio em um evento da Assembleia Geral da ONU pelo 20Â� aniversário do Programa Mundial de Ação para a Juventude.
Para Crespo, é importantíssimo que as Nações Unidas aborde as questões deste setor populacional, sobretudo quando seus países membros perfilam a agenda de desenvolvimento sustentável que seguirá aos objetivos do milênio fixados para o período 2000-2015.
Dita agenda deve conter as prioridades dos jovens, e formular sobre a base do respeito aos princípios da Carta da ONU e do Direito Internacional, sem condicionamentos, focada na solução dos problemas estruturais das economias do Sul, a erradicação da pobreza e a inclusão, precisou.
O tema da juventude gera preocupação a escala global, porque apesar dos acordos, compromissos e determinados avanços, mais de 200 milhões de jovens vivem na pobreza extrema, 130 milhões são analfabetos e 88 milhões estão desempregados.
Não menos decepcionante é o impacto dos conflitos armados no setor, particularmente vulnerável ante as deslocações forçadas, a violência sexual e o recrutamento como combatentes.
A partir deste panorama, a primeira secretária da UJC fez questão da urgência de respaldar aos jovens, sem atrasos nem ambiguidades.
Além da agenda pós-2015 de desenvolvimento sustentável, Crespo referiu-se à importância da proteção do meio ambiente no contexto da mudança climática, assunto que no final do ano reunirá à comunidade internacional em Paris, com o propósito de atingir um acordo universal para enfrentar as ameaças. A dirigente juvenil compartilhou ontem na Assembleia Geral algumas experiências de Cuba em matéria de apoio aos jovens, que demonstram quanto pode ser avançado se existe vontade política.
Nesse sentido, expôs o acesso aos diferentes níveis de educação, saúde, emprego, cultura e recreação sã, e a proteção de seus direitos, garantida na Constituição vigente desde 1976 e em ao menos 12 leis e resoluções legais.
Todo o anterior apesar da imposição pelos Estados Unidos à ilha de um férreo bloqueio econômico, comercial e financeiro, vigente durante mais de meio século.
"Toda nossa população jovem, muito instruída, amplamente empregada e representada em estruturas de poder em meu país tem nascido e vive sob este absurdo regime de restrições. O bloqueio não é história para a juventude cubana é presente quotidiano", sublinhou.
Crespo participa aqui em reuniões bilaterais com delegados de países e organizações, e na próxima segunda-feira intervirá em outro foro da Assembleia Geral, dedicado a temas demográficos e de emprego juvenil.
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Desenvolvimento da juventude, uma questão de vontade política
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Prensa Latina
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