Conselho dos Direitos Humanos da ONU condena sanções unilaterais
Nesta quarta-feira Cuba obteve mais uma importante vitória em Genebra, ao ser aprovada pelo Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas uma resolução sobre medidas coercitivas unilaterais.
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ACN
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Nesta quarta-feira Cuba obteve mais uma importante vitória em Genebra, ao ser aprovada pelo Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas uma resolução sobre medidas coercitivas unilaterais.

O representante cubano em Genebra, Respel Pino Álvarez, apresentou a moção em nome do Movimento dos Não-Alinhados (NAM), que a ilha encabeça durante este período.   

A resolução exorta os Estados a cessarem a aplicação de medidas de coação, alheias ao direito internacional, particularmente aqueles com caráter extraterritorial, que têm um impacto negativo sobre a cooperação entre as nações e as relações com pleno gozo dos direitos humanos.

O documento condena o uso de medidas políticas e econômicas contra outras nações, especialmente contra os países do Terceiro Mundo, já que elas impedem o direito ao desenvolvimento.

Cuba lançou um apelo aos Estados que aplicam medidas coercivas de se conformarem com a letra e espírito da Carta das Nações Unidas e honrarem suas obrigações internacionais.

A resolução foi votada por 33 nações a favor e 11 contra, três países se abstiveram. Angola, Argentina, Azerbaijão, Bahrein, Bangladesh, Bolívia, Brasil, Burquina Fasso, Cameron, Chile, China, Cuba, Djibuti, Egipto, Gabão, Gana, Índia, Indonésia, Jordânia, Malásia, Mauritânia, México, Nicarágua, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Catar, a Federação Russa Arábia Saudita, Senegal, África do Sul, Uruguai e Zâmbia, conformaram o grupo que votou pelo 'sim'.

Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Holanda, Eslováquia, Eslovênia, Suíça, Ucrânia e Reino Unido votaram contra, enquanto as abstenções incluíram Bósnia-Herzegovina, a Coréia do Sul e Madagascar.