Venezuelanos torturados aportam provas contra seu algoz Posada Carriles
Venezuelanos vítimas das torturas do terrorista de origem cubana Luis Posada Carriles anunciaram nesta sexta-feira que apresentarão provas de seus crimes. Assim apoiarão o pedido de extradição apresentado por esse país a autoridades norte-americanas.
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ACN
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Venezuelanos vítimas das torturas do terrorista de origem cubana Luis Posada Carriles anunciaram nesta sexta-feira que apresentarão provas de seus crimes. Assim apoiarão o pedido de extradição apresentado por esse país a autoridades norte-americanas.

O deputado Horacio Pinto, membro do Movimento de amizade e solidariedade mútua Venezuela-Cuba, adiantou à PL que vem se recopilando toda a documentação jurídica precisa e que a Procuradoria Geral da República já foi informada sobre o fato. Desse jeito se pensa complementar o pedido de extradição feito, mas até agora denegado pelas autoridades dos Estados Unidos, país onde reside livremente o algoz.

O terrorista escapou de um cárcere venezuelano para evadir o julgamento pela explosão em pleno vôo de um avião civil cubano em 1976, em que morreram 73 pessoas, 57 deles cubanos e o resto de várias nacionalidades.

Pinto indicou que a recopilação de elementos concluirá nos próximos dias e se fará o anúncio respectivo, com maior quantidade de elementos jurídicos possíveis sobre os crimes cometidos por Posada Carriles na Venezuela.

O ativista considerou injusto que prestes a comemorar 32 anos do crime do avião neste 06 de outubro, seus organizadores se passeiem livremente nos Estados Unidos, enquanto o governo desse país se atribui a liderança da luta anti-terrorista mundial. Recordou ainda que o criminoso, que chegou a ocupar um alto cargo na polícia política venezuelana, onde fora inserido pela Agência Central de Inteligência (CIA), cometeu crimes de lesa humanidade contra crianças e mulheres grávidas, tudo o que será exposto.

Depois de ressaltar que até agora esses atos foram silenciados pela grande mídia, Pinto explicou que os venezuelanos aspiram que com as novas denúncias se difundam as verdades que demonstrem ao povos norte-americano a razão para solicitar a extradição.

Pinto apresentou os progressos no final de um encontro entre familiares dos cinco ativistas antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos e das vítimas da explosão do avião cubano com venezuelanos que sofreram torturas por parte de Posada.