Segundo dia de alto nível em conferência de Durban
O XVII foro da Convenção de Nações Unidas sobre Mudança Climática inicia hoje o segundo dia de alto nível, em que se esperam discursos de uns 60 oradores, a maioria deles chanceleres e ministros de outras carteiras.
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Prensa Latina
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O XVII foro da Convenção de Nações Unidas sobre Mudança Climática inicia hoje o segundo dia de alto nível, em que se esperam discursos de uns 60 oradores, a maioria deles chanceleres e ministros de outras carteiras.

A agenda inclui, entre outros, o premiê de Niue, Toke Talagi, aos vice-presidentes do Irã, Mohammad Java Mohammadi, e da Bolívia, Álvaro García, bem como aos chanceleres de Tuvalu, Apisai Ielemia, e de Liberia, Toga Gayewea.

No primeiro dia do segmento de alto nível ontem, o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, exortou aos delegados a considerar um segundo período de compromissos do Protocolo de Kioto e fazê-lo possível aqui.

Ban disse estar consciente de que as conversas dos próximos dias serão difíceis e duras, mas considerou que no atual processo de negociações existem aspectos relevantes.

Um deles, precisou, é levar à prática o que se convencionou em Cancun, México, tanto em matéria de adaptação à mudança climática, como em mecanismos de mitigação e transferência de tecnologia.

Ademais, conseguir um processo tangível em financiamento tanto a curto como em longo prazo, com a requerida transparência que exigem os países beneficiários. Faz falta uma estratégia rápida para esses fundos, informou.

Por sua vez, o presidente sul-africano, Jacob Zuma, chamou os países desenvolvidos a assumirem o papel que lhes corresponde como os máximos contaminantes do planeta, e promover soluções às negociações ambientais.

O mandatário afirmou que as nações industrializadas para seu crescimento econômico enviaram à atmosfera um alto nível de emissões e é lógico que os países em desenvolvimento recebam uma compensação por isso.

Os subdesenvolvidos "precisam um espaço meio ambiental, desenvolver-se e eliminar a pobreza", indicou Zuma.

O Presidente reconheceu que nas conversas de Durban continuam existindo diversas posições sobre aspectos críticos.

Nesse sentido, exortou às partes a buscar critérios comuns, em sintonia com a essência do multilateralismo.

A XVII conferência ambiental concluirá na sexta-feira próxima, quando se espera saiam a flutue decisões sobre assuntos chave da negociação, entre eles, o segundo período de compromissos do Protocolo de Kioto e a colocação em operação do Fundo Verde do Clima.