Bento XVI agradece Raúl Castro por acolhida em Cuba
O Papa Bento XVI agradeceu ao presidente de Cuba, Raúl Castro, em uma carta divulgada hoje pela acolhida que recebeu na ilha durante sua visita apostólica do último mês de março.
Fuente
Prensa Latina
Fecha

O Papa Bento XVI agradeceu ao presidente de Cuba, Raúl Castro, em uma carta divulgada hoje pela acolhida que recebeu na ilha durante sua visita apostólica do último mês de março.

" (...) é-me grato expressar a Vossa Excelência e às demais Autoridades do País minha viva gratidão pelas esmeradas atenções que me foram dispensadas durante minha inesquecível estada nessas nobres terras, nas que pude me encontrar com os cubanos (...)", escreveu Seu Santidade na carta que publica o jornal Granma.

Benedicto XVI esteve de 26 a 28 de março em Cuba, visita que coincidiu com o Ano Jubilar pelo 400 aniversário da descoberta da imagem da Virgem da Caridade do Cobre, considerada pelos católicos patrona do país caribenho.

Através do texto recebido aqui no dia 27 de abril, o chefe de Estado da Cidade do Vaticano assegurou também que corresponde a "extraordinária hospitalidade" nesses "inesquecíveis dias" com votos para que "Cuba continue avançando com decisão pelos caminhos da liberdade, da solidariedade e da concórdia, para o bem comum e o reto progresso de todos seus filhos e filhas".

O Sumo Pontífice também deu uma "especial Bênção Apostólica, cheia de copiosos favores divinos".

Durante sua estância na ilha, o Bispo de Roma celebrou duas missas públicas, uma nesta capital e outra na oriental cidade de Santiago de Cuba, e conversou com o presidente Raúl Castro e o líder da Revolução cubana, Fidel Castro, bem como com autoridades religiosas.

O Papa também realizou uma visita ao Santuário da Virgem da Caridade do Cobre, em Santiago de Cuba, onde orou junto a seu séquito e considerou uma bênção a presença ali da Santa.

Pouco antes de regressar a Roma, Benedicto XVI criticou o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba.

Ao referir-se a essa política aplicada por Washington há mais de 50 anos, reprovou as "medidas econômicas restritivas impostas do exterior do país", que "pesam negativamente sobre a população".