Diálogo para paz na Colômbia entra em recesso com avanços
O governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo (FARC-EP) entraram hoje em recesso até o 14 de janeiro em suas conversas de paz, processo que as partes consideram com avanços.
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Prensa Latina
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O governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo (FARC-EP) entraram hoje em recesso até o 14 de janeiro em suas conversas de paz, processo que as partes consideram com avanços.

Ontem concluiu-se nesta capital, sede permanente do diálogo instalado em 19 de novembro, o segundo ciclo das conversas que a partir de uma agenda de seis pontos procuram pôr fim a décadas de conflito armado no país sul-americano.

Ando o terceiro comunicado conjunto emitido pelas delegações do Governo e as FARC-EP desde o começo formal das conversas em Cuba, a aproximação tem decorrido "em um ambiente de respeito e espírito construtivo".

Ademais assinalaram avanços nas discussões sobre o tema da terra, o primeiro ponto da agenda fixada no Acordo geral para a terminação do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura, documento reitor da mesa, subscrito pelas partes em Havana durante um encontro exploratório prévio.

Tanto os representantes do gabinete de Juan Manuel Santos, encabeçados pelo ex-vicepresidente Humberto de la Calle, como da guerrilha, com o comandante Iván Márquez à frente, coincidem na importância da participação dos diferentes atores da sociedade no processo.

Entre os passos dados nesse sentido está a realização, em Bogotá, de um fórum de três dias sobre o desenvolvimento agrário integral, que com o apoio das Nações Unidas e da Universidade Nacional da Colômbia serviu de espaço para as contribuições da cidadania.

Também foi ativada há 15 dias uma página web da mesa, portal que tem recebido quase três mil propostas sobre os pontos do acordo, que junto à questão da terra recolhe a participação política, o problema do narcotráfico, o fim do conflito, a atenção às vítimas e os mecanismos para verificar e refrendar o pactuado.

Outra iniciativa executada pelas partes respondeu às consultas a experientes e pessoas vinculadas ao setor rural, onde os interlocutores localizam a origem e aprofundamento do conflito, e por tanto uma boa parte do caminho para sua solução.

Até o momento, 21 dias e mais de 100 horas de conversas foram acolhidas pelo havaneiro Palácio de Convenções, onde cada sessão reuniu a jornalistas cubanos e estrangeiros que cobrem a nova tentativa por conseguir a paz na Colômbia, depois de vários insucessos em décadas passadas.

Dia depois de dia o palco resultou idêntico ao chegar as delegações a essa instalação, a equipe do Governo evitou os microfones dos jornalistas, enquanto as FARC-EP aproveitaram-nos para realizar anúncios, denúncias e comentários.

Uma das intervenções de maior impacto foi a realizada pelo comandante Iván Márquez no dia da instalação da mesa, em 19 de novembro, quando anunciou um cesse unilateral pela insurgência de suas operações ofensivas até 20 de janeiro próximo.

A decisão gera polêmicas e debates, ante a negativa do Governo a adotar similar passo, sob o argumento de que não está previsto no acordo assinado, até o final do processo.

O presidente Santos e altos chefes militares fazem questão de continuar das ações contra a guerrilha.

As conversas para a paz na Colômbia têm a Cuba e Noruega como garantidores, e Venezuela e Chile no papel de acompanhantes, países que têm recebido o reconhecimento do Governo e das FARC-EP por seu gerenciamento.