FARC-EP pedem a governo colombiano que explique política agrária
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP) convidaram hoje o ministro da Agricultura, Juan Camilo Restrepo, a comparecer na Mesa de Conversas para explicar projetos legislativos sobre o tema agrário.
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Prensa Latina
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As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP) convidaram hoje o ministro da Agricultura, Juan Camilo Restrepo, a comparecer na Mesa de Conversas para explicar projetos legislativos sobre o tema agrário.

De acordo com um comunicado lido por Jesús Santrich, antes de iniciar o diálogo de paz esta manhã, o pedido chama Restrepo a fundamentar o projeto governamental que pretende aprovar uma legislação de terras e desenvolvimento rural que "persiste na determinação de entregar maiores concessões aos latifundiários e rentistas".

A respeito, as FARC-EP consideraram um contrassenso e mau sinal que o governo continue com essa iniciativa, quando a busca de paz coloca como elemento fundamental a discussão de uma política de desenvolvimento agrário integral nutrida com as considerações da sociedade.

"Nos perguntamos se novamente vão escamotear as opiniões e os anseios das pessoas comuns e se então a abertura do debate sobre o assunto na Mesa de Diálogos é o amargo capítulo de outra farsa", assinalaram.

Os guerrilheiros reiteraram que não vieram para assinar uma ata de capitulação, mas sim para procurar, mediante o diálogo, "caminhos não sangrentos de solução aos grandes problemas sociais, de miséria, violência e luto que padece a Colômbia".

Além disso, chamaram os setores vinculados ao governo a não difundir versões distorcidas dos fatos e a parar de divulgar que se não houver mais avanços no processo, isso seria de responsabilidade das FARC-EP.

"Nossas propostas de soluções para cada dificuldade têm sido determinantes e oportunas, enfrentando inclusive a intensa guerra midiática contra as FARC e o processo...", apontou Santrich.

O comunicado referiu-se também à proposta das FARC-EP, anunciada ontem, para abordar com mais ritmo o problema agrário, ao mesmo tempo em que afirmaram esperar que o governo coloque sobre a mesa suas propostas sem dilações, pensando no bem-estar das maiorias e não das elites latifundiárias ou dos investidores transnacionais.

Por sua vez, a delegação do governo colombiano entrou no Palácio de Convenções -sede permanente dos diálogos- sem dar declarações à imprensa.

As conversas de paz foram retomadas ontem, depois de um recesso iniciado 21 de dezembro, e até o momento o tema agrário tem centrado as conversas, as quais têm como garantidores Cuba e Noruega.