Fidel Castro: onipresente em comemoração de assalto ao Moncada
Fidel Castro não esteve hoje fisicamente na celebração do assalto ao Quartel Moncada, que ele dirigiu há 60 anos, mas foi uma referência constante dos presidentes da América Latina e do Caribe que assistiram ao ato comemorativo nesta cidade.
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Prensa Latina
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Fidel Castro não esteve hoje fisicamente na celebração do assalto ao Quartel Moncada, que ele dirigiu há 60 anos, mas foi uma referência constante dos presidentes da América Latina e do Caribe que assistiram ao ato comemorativo nesta cidade.

Desde o primeiro orador do dia, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, as menções a sua pessoa ocuparam destacado lugar nesta jornada, que reuniu aqui quatro presidentes latino-americanos e igual número de chefes de governo do Caribe insular.

A maioria deles participam da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA), que Fidel, como lhe chamam aqui, fundou junto com seu colega de batalhas, o ex-presidente Hugo Chávez, também onipresente pelas alusões a sua pessoa nesta comemoração.

Maduro, a quem o presidente nicaraguense Daniel Ortega chamou de filho de Chávez, assegurou que o líder cubano e seu povo são os responsáveis pela América Latina está de pé hoje, por haver avanços na integração e alianças que a fomentam.

Qualificou como admirável que 60 anos após o ataque ao Moncada, então segunda fortaleza do país sob a tirania de Fulgencio Batista, Fidel Castro conserve "o farol de sua luz".

A respeito, o chefe de Estado uruguaio, José Mujica, que na terça-feira passada se reuniu com Fidel Castro, disse que a Revolução que ele conduziu "nos semeou sonhos e nos enchemos de Quixotes".

Fidel e Chávez são os comandantes das forças libertárias do mundo, expressou por sua vez o presidente Evo Morales.

Disse que graças a eles se convenceu de que o "imperialismo e o capitalismo não são a solução para os problemas do mundo".

"A luta do povo cubano não estava equivocada. A Revolução de Cuba é a mãe das revoluções anti-imperialistas", sentenciou.

"Fidel dizia-me: Evo, há que compartilhar o pouco que temos, não a sobra, e essa é a verdadeira solidariedade, a de Cuba, especialmente com a vida!", relembrou.

Exaltou a vontade do líder cubano e de Chávez para operar gratuitamente a vista de milhares de latino-americanos necessitados. Referiu que somente na Bolívia já somam 700 mil os beneficiados com a chamada Operação Milagre.

Por sua vez, o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, expressou que a história não só absolveu o ex-presidente cubano, como também lhe presta homenagem, como ocorreu hoje.

Cuba nos ensinou que não temos que ter medo, que o que importa são os princípios e a decisão, apontou o premiê de Santa Luzia, Kenny Anthony.