A mensagem martiana é mais apropriada que nunca para América porque os problemas que ele previu no final do século 19 são os de nosso tempo e fazem referência a fatos que vão desde guerras à corrupção.
Em uma entrevista à Prensa Latina, o catedrático Miguel Ángel Candanedo, secretário geral da Universidade do Panamá, usou como exemplo a corrupção política que corroi muitos governos da região que se proclamam democráticos e em realidade não o são.
O destacado intelectual panamenho participa da II Conferência Internacional 'Com todos e para o bem de todos', sobre a vigência do pensamento político do Herói Nacional de Cuba José Martí, realizada no Palácio das Convenções de Havana com delegados de 51 países.
Candanedo disse que centenas de intelectuais de todas partes do mundo, reunidos em Cuba, se sentem convocados a uma conferência que implica o compromisso de contribuir à construção de uma democracia inclusiva como a que foi proclamada por Martí.
Já naquela época do século 19, agregou, Martí via como aquelas democracias liberais representativas iam se degenerando e seus representantes se afastavam das necessidades e interesses de seus representados.
A maioria deles chegavam ao poder exclusivamente para se enriquecer e desperdiçar os recursos do país em lugar se usá-los para resolver os graves problemas de saúde, educação e alimentação dos povos, afirmou.
Com o chamado à inclusão, Martí nos indica o caminho para uma participação política de todos os cidadãos e nos diz que a democracia contemporânea deve ser aquela em que todos temos participação e nos comprometemos a defendê-la.
Candanedo destacou também a vigência martiana quanto à relação do homem com a natureza, do qual são exemplo os povos originários com seu culto à pacha mama, que deveriam ser imitados pela humanidade perante as agressões que o meio ambiente recebe do próprio homem.
Esse, acrescentou, é um dos mais graves problemas que afeta a sociedade em seu conjunto, em particular a falta de água em vários lugares do planeta, especialmente a mudança climática que está deixando vítimas; e o chamado de Martí cobra mais vigência que nunca.
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A mensagem martiana é mais apropriada que nunca para Nuestra América
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Prensa Latina
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