Luto na música cubana por falecimento de Sara González
O pianista cubano Frank Fernández afirmou aqui que a perda da compositora e intérprete Sara González, falecida ontem nesta capital, é desses acontecimentos da vida que demonstram que não há relevo.
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Prensa Latina
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O pianista cubano Frank Fernández afirmou aqui que a perda da compositora e intérprete Sara González, falecida ontem nesta capital, é desses acontecimentos da vida que demonstram que não há relevo. 

Quiçá pode ter continuidade, mas é impossível relevar sua qualidade como artista, intérprete excepcional e revolucionária, afirmou o maestro reconhecido pelo público e a crítica de 34 países como um valor da música mundial.

Fernández exaltó em declarações à Prensa Latina a fidelidade de Sara não só ao líder cubano Fidel Castro e a seu país, senão também a seus amigos.

"Tenho a dita de ter muitos amigos e poucos com o sentido da lealdade, honradez e valentia de Sara. É uma desgraça irreparável".

Coincidindo com o critério do maestro Frank Fernández, Carlos Alfonso, diretor do grupo Síntese ressaltou o compromisso de Sara González com a Revolução Cubana.

A batuta de uma dos agrupamentos mais reconhecidos do panorama sonoro musical cubano lamentou em suas declarações a Prensa Latina a perda de Sara, a quem considera a hermanita do movimento da nova trova.

"Ela sempre foi muito solidária sem distinção, por isso espero que se lhe tribute a homenagem que merece durante a celebração do aniversário 40 do movimento.

Sara González compartilhou com artistas como Joan Manuel Serrat, Chico Buarque, Mercedes Sosa, Solidão Bravo, Daniel Viglietti, Pete Seeger, Roy Brown, Pedro Guerra e Beth Carvalho, entre outros artistas.

A voz feminina mais emblemática do movimento da nova trova cubana faleceu ontem quarta-feira nesta capital aos 60 anos, vítima de um câncer de colon.