Fidel Castro.- Garantido o triunfo em todo o país, controlados todos os comandos militares da nação pela chefatura revolucionária, e sendo já o magistrado Urrutia presidente da República, a cuja investidura fica absolutamente subordinado o comando militar que desempenho; restabelecidos na República a liberdade e o poder civil em toda sua plenitude, solicito aos líderes operários e de todos os trabalhadores, bem como às classes vivas, a suspensão da greve geral revolucionária que culminou na mais bela vitória de nosso povo.
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Por Andrew St. George
ST. GEORGE: Dr. Castro, você tem sido dado por morto muitas vezes, mas vê-se vigoroso. Durante catorze meses tem estado combatendo nas montanhas contra o Exército de Cuba que possui cerca de trinta mil homens e armas modernas. O quê tem conseguido até agora?
A jornalista estadunidense Lisa Howard entrevistou Fidel em fevereiro de 1964 para um documentário da cadeia de televisão norte-americana ABC e o líder histórico da Revolução cubana respondeu a todas as perguntas em inglês.
A parte relacionada com o caso do menino Elián González da entrevista concedida pelo Presidente do Conselho de Estado da República de Cuba, Fidel Castro Ruz, a Andrea Mitchell, correspondente principal de política exterior da cadeia de televisão NBC-News, na Escola Latino-Americana de Ciências Médicas, em 14 de dezembro de 1999, "Ano do 40o aniversário do triunfo da Revolução"
Introdução para o leitor
A começos deste mês de Junho, uma revista francesa publicou, em forma de síntese, notas tomadas pelo senhor Federico Mayor Zaragoza, quem foi até há bem pouco tempo Diretor da Oranização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), sobre uma conversação tida no dia 28 de Janeiro do ano em curso com o Comandante-em-Chefe Fidel Castro, em sua visita a Cuba por ocasião do Segundo Encontro Internacional de Economistas, celebrado em Havana entre 24 e 28 desse mês.
Jornalista.- Senhor Presidente, podemos entrar no tema, se lhe parecer.
Fidel Castro.- Sim, parece que o tempo nos obriga.
Jornalista.- É, claro.
Parece-me que é um bom lugar para começar:
Estamos em uma etapa de reformulação do sistema internacional, não necessariamente pela lei, mas pela força, como acabamos de ver.