FARC-EP e governo colombiano continuam diálogos de paz em Cuba
As FARC-EP e o governo colombiano prosseguem hoje aqui com o vigésimo ciclo das conversas de paz, enfocado na questão das drogas ilícitas, terceiro tema que se discute de uma agenda de seis pontos.
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Prensa Latina
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As FARC-EP e o governo colombiano prosseguem hoje aqui com o vigésimo ciclo das conversas de paz, enfocado na questão das drogas ilícitas, terceiro tema que se discute de uma agenda de seis pontos.

Como parte das propostas inscritas em sua política anti-drogas, a insurgência exigiu na quarta-feira a suspensão imediata das fumigações aéreas com glifosato e a indenização integral das vítimas desse herbicida.

A iniciativa das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP) propôs em primeiro termo a suspensão imediata da fumigação aérea com agentes químicos e dos programas de erradicação forçada de cultivos de coca, maconha e papoula.

Tudo isso considerando - disse a guerrilha - o fracasso dessa política promovida pelo imperialismo estadunidense em sua chamada guerra contra as drogas, e considerando os efeitos nocivos e danos que tais fumigações produzem sobre a vida, a saúde, o meio ambiente e o impacto destrutivo sobre as comunidades camponesas.

A iniciativa se destaca em um momento marcado pela determinação do Governo colombiano de retomar no dia 15 de fevereiro as fumigações com agentes químicos em todo o país, o que contradiz - segundo as FARC-EP - o espírito das propostas divulgadas pelos delegados guerrilheiros nos diálogos.

A insurgência propôs a realização de um censo de vítimas das fumigações aéreas com agentes químicos, que seria realizado com a participação das comunidades camponesas, indígenas e afrodescendentes afetadas nas últimas duas décadas.

Nesse sentido, o censo de vítimas constituirá a base para o início de um Programa de reparo integral aos indivíduos e comunidades afetadas, explicou a guerrilha.

Para isso, foi proposta a criação de um Fundo para o reparo das vítimas das fumigações aéreas com agentes químicos, com recursos provenientes do financiamento "que vem sendo realizado pelos Estados Unidos à sua fracassada guerra contra as drogas na Colômbia".

Por outra parte, as FARC-EP acusaram o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe de estar por trás do suposto caso de espionagem à delegação do Governo nos diálogos de paz e denunciaram também que os delegados da guerrilha também foram espionados.

Segundo revelou a revista Semana, setores do Exército, ao parecer sem conhecimento do Executivo, teriam instalado desde 2012 um escritório em Bogotá, para interceptar ilegalmente comunicações de membros da equipe governamental nos diálogos de paz com as FARC-EP em Havana no dia 19 de novembro daquele ano.