Três destacadas personalidades internacionais pediram em Londres ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, liberdade aos lutadores antiterroristas cubanos que ainda estão presos em cárceres norte-americanos.
O reclame foi feito a véspera pelo ex-oficial federal americano Ramsey Clark, o vice-presidente do Parlamento Europeu, Miguel Ángel Martínez, e o ex- titular da Assembleia Geral de Cuba, Ricardo Alarcón.
Os três integraram um painel encabeçado pela baronesa Ángela Smith, presidenta do All Party Group (grupos de legisladores de todas as bancadas sobre assuntos específicos), neste caso o dos cinco antiterroristas cubanos presos em 1998.
O debate fez parte dos labores de uma comissão internacional que desde ontem pesquisa aqui esse tema.
Para o ex- procurador norte-americano "tem que forçar às autoridades de Washington para que façam justiça e libertem a Gerardo Hernández", condenado a mais duas prisões perpétuas e 15 anos.
Os outros dois que ainda estão presos nos Estados Unidos são Ramón Labañino e Antonio Guerreiro. Seus colegas René González e Fernando González já cumpriram a totalidade das penas impostas e se encontram em Cuba.
No dia em que todos possam regressar a suas casas será uma grande data para a liberdade nos Estados Unidos, assegurou o veterano defensor dos direitos civis nesse país.
Clark convocou Obama a ter a coragem de deter a injustiça contra Os Cinco, libertar do cárcere e "enviar a suas casas, se é possível, no Air Force One (o avião presidencial estadunidense)".
A história desses homens é uma história da resistência, enfatizou.
Por sua vez, o parlamentar europeu de nacionalidade espanhola qualificou de infâmia o caso dos Cinco e sustentou que "a cada argumento apresentado a favor desses homens deixa a administração de Obama de pernas paro ar".
Estamos em um momento chave para resolver politicamente o caso, pois é o único tipo de solução que fica para terminar com esta agressão, agregou.
"Obama, yes, you can", falou o legislador europeu ao reclamar ao presidente norte-americano que não traia a confiança depositada por muitos que o elegeram para a presidência.
Na mesma linha, Alarcón opinou que o chefe da Casa Branca "deve agarrar sua pluma com a mão esquerda e assinar a ordem de libertação de Gerardo, Antonio e Ramón", os três que ficaram na prisão.
